EUA se preparam para temporada de furacões mais suave

Washington, 21 mai (EFE).- Os Estados Unidos se preparam para uma temporada de ciclones mais suave, em que são esperadas 14 tempestades e sete furacões, explicou hoje a agência nacional de atmosfera e oceanos americana (Noaa, em inglês).

EFE |

A agência anunciou suas previsões em coletiva de imprensa que teve a participação do secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, que lembrou a importância de uma preparação para receber os eventos.

Especialistas da Noaa preveem que a temporada de ciclones que começa no próximo dia 1º de junho será mais suave que a passada, quando ocorreram 16 tempestades e oito furacões.

Neste ano, são esperados menos furacões porque as temperaturas da superfície do oceano são levemente mais frias e os ventos mais fortes na parte alta da atmosfera sobre o Atlântico.

Locke lembrou que há mais de 35 milhões de americanos que vivem nas regiões mais ameaçadas por furacões no Atlântico, e que por isso "os preparativos adequados e a tempo ajudarão a salvar vidas e lares".

Segundo Garry Bell, principal meteorologista do departamento dedicado a analisar a temporada de furacões, existe 70% de probabilidade de que este ano se formem entre nove e 14 tempestades tropicais. Delas, entre quatro e sete podem chegar a virar furacão.

No caso dos furacões, Bell indicou que de um a três podem chegar a ser grandes, de categoria 3, 4 ou 5 na escala Saffir-Simpson, que tem 5 como máximo.

No ano passado foram registradas 16 tempestades e oito furacões.

Um deles, de nome "Ike", alcançou categoria 4 e deixou centenas de vítimas.

O meteorologista assegurou que "a previsão não trata apenas de números, mas de tomar medidas", ao insistir na importância da preparação prévia para evitar vítimas.

A Noaa pediu aos cidadãos que se preparem para a temporada de furacões, em particular os que vivem em zonas de alto risco como Flórida e Louisiana, e que tenham planos de emergência familiar.

"O povo tem que estar preparado para proteger a família e não esperar a próxima previsão do tempo", disse o diretor da agência federal de gestão de emergências (Fema), William Craig Fugate.

Os especialistas disseram que, devido à mudança climática, a incerteza é maior na hora de fazer previsões, embora segundo apontou a diretora da Noaa, Jane Lubchenco, o aquecimento global "não afeta o número de furacões, mas a intensidade".

Lubchenco ressaltou os esforços de seu departamento para contar com as últimas tecnologias que contribuam para a detecção antecipada da formação de tempestades no Atlântico.

Em um hangar do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, Lubchenco apresentou o avião Ws-3D, que será utilizado para medir as condições meteorológicas no oceano e estudar a evolução das tempestades.

Neste sentido, avaliou a verba de US$ 13 milhões que o Governo Barack Obama destinará à pesquisa de furacões e disse que seu departamento está estudando como melhorar uma avaliação mais precisa da intensidade do fenômeno.

A temporada de furacões começará em 1º de junho e a Noaa revisará suas previsões em agosto, que costuma ser o mês em que se registra maior atividade.

A primeira tempestade tropical da temporada 2009 levará o nome de "Ana" quando alcançar 62 km/h.

As tempestades tropicais se tornam furacões quando alcançam 119 km/h e passam a ser de grande intensidade quando superam os 178 km/h.

Uma temporada normal de furacões tem em média 11 tempestades tropicais, incluindo seis furacões, dos quais pelo menos dois costumam ser de grande intensidade. EFE elv/rr

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