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EUA se mostram preparados para enfrentar Hanna e Ike

Washington, 6 set (EFE).- Os Estados Unidos estão mais preparados para a chegada da tempestade tropical Hanna, que tocou terra hoje e avança para o nordeste do país, enquanto mantêm sua atenção sobre o furacão Ike.

EFE |

A tempestade tropical "Hanna" atingiu hoje o litoral sudeste dos EUA, nas praias turísticas situadas no limite entre a Carolina do Norte e a Carolina do Sul, após ter deixado 163 mortos em sua passagem pelo Haiti.

O comissário de Polícia de Gonaives, Ernst Dorfeuille, disse hoje que, segundo seus cálculos, esta cidade haitiana, uma das mais castigadas pela tempestade "Hanna", pode ter 510 vítimas entre mortos e desaparecidos, mas admitiu que não dispõe de dados oficiais.

As autoridades de emergência recomendaram a evacuação de famílias de algumas áreas das duas Carolinas, depois que o acúmulo de chuvas ultrapassou os 15 centímetros. Cerca de 1.500 pessoas tiveram que deixar suas casas.

Um porta-voz da cidade de Myrtle Beach, na Carolina do Sul, assinalou que, embora ainda seja preciso avaliar a situação, "a primeira vista não houve muitos danos", exceto a queda de umas árvores e alguns cortes de luz que não duraram mais de meia hora.

Na Carolina do Norte, onde, por enquanto, também não foram reportados danos significativos, aproximadamente 30 mil pessoas ficaram sem eletricidade.

"Hanna", que esteve a ponto de se transformar em furacão antes de chegar à costa americana, reduziu a intensidade de seus ventos para 80 km/h e se movimenta com rapidez rumo ao nordeste do país, onde vários estados estão em alerta.

O aviso de tempestade se estende desde o norte de Cabo Fear até o rio Merrimack, em Massachusetts, incluindo Pamlico, Albemarle Sounds, a baía de Chesapeake, Tidal Potomac, Washington D.C., a baía de Delaware, o porto de Nova York, Long Island Sound, Block Island, Martha's Vineyard e Nantucket.

Além disso, há risco de inundações na Carolina do Norte e em algumas regiões de Nova York e da Nova Inglaterra, e de que se formem tornados isolados no leste da Carolina do Norte, no sul de Maryland e no leste da Virgínia.

A Cruz Vermelha americana mobilizou neste estado 2.300 voluntários e prepara 9.600 camas e cobertores para distribuir em caso de necessidade. Além disso, as autoridades locais abriram refúgios para a população.

A Guarda Nacional também está preparada para entrar em ação na zona leste do país, caso seja solicitado.

Em Maryland, o governador Martin O'Malley declarou estado de emergência, após a advertência de inundações do chefe do departamento de gestão de emergências.

O serviço meteorológico local advertiu sobre possíveis inundações na região metropolitana de Washington, onde 2.500 sacos de areia foram colocados nas estações de metrô que sofreram inundações em outras ocasiões.

Os canais de televisão exibem informações contínuas sobre a evolução da tempestade.

A Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema, na sigla em inglês) pediu à população que se mantenha informada sobre a evolução da tempestade e preparada, caso tenham que permanecer em suas casas.

A Fema também recomendou que a população tenha comida suficiente, material sanitário de emergência disponível e um plano de evacuação.

Enquanto "Hanna" avança para o norte, os meteorologistas permanecem atentos ao furacão "Ike", que se aproxima pelo Atlântico em direção a Cuba e ao Golfo do México.

"Ike" já alcançou a categoria três na escala de cinco níveis de Saffir-Simpson, e pode chegar à devastadora categoria quatro.

No entanto, o Governo George W. Bush quer transmitir uma mensagem de tranqüilidade à população e os esforços foram redobrados para evitar um novo desastre como o produzido pelo furacão "Katrina" há três anos.

Em seu discurso radiofônico semanal, Bush disse que o país está bem preparado para enfrentar a tempestade "Hanna" e o furacão "Ike", e afirmou que o Governo tem capacidade para responder a estas e outras tempestades que possam vir.

Na semana passada, os serviços de emergência do país se anteciparam ao furacão "Gustav" e evacuaram dois milhões de pessoas do estado de Louisiana. EFE elv/ab/rr

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