EUA se mobilizam para ajudar Haiti após o terremoto

Paco González Paz Washington, 12 jan (EFE).- Os Estados Unidos começaram imediatamente a mobilizar recursos para socorrer o Haiti após o forte terremoto de hoje, e ordenaram o envio de pessoal especializado e 48 toneladas de material de resgate.

EFE |

"É um desastre de proporções catastróficas", disse o embaixador do Haiti nos EUA, Raymond Joseph, um dos primeiros que pediu ajuda publicamente para atenuar o desastre.

O embaixador advertiu que o terremoto, de 7 graus na escala Richter, aconteceu a apenas 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe, onde as construções são frágeis e onde, segundo previsões, devem ter sido registradas numerosas vítimas fatais.

De fato, um dos edifícios danificados é o Palácio Presidencial, embora o embaixador tenha assegurado que o presidente haitiano, Rene Préval, e a primeira-dama, Elisabeth Debrosse Delatour, estão a salvo.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ordenou ao departamento de Estado e ao Pentágono que preparem o envio de ajuda humanitária ao Haiti.

"Estamos vigiando a situação de perto e estamos prontos para ajudar à população do Haiti", disse Obama em comunicado.

Pouco depois, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) anunciou o envio de um primeiro destacamento de ajuda humanitária, composto por 72 pessoas, seis equipes de rastreamento com cães e 48 toneladas de equipamentos de resgate.

A equipe está formada, em geral, por bombeiros, paramédicos, especialistas em resgate, médicos de urgência, engenheiros estruturais, técnicos em materiais perigosos, cachorros de busca e adestradores, assim como especialistas em comunicações e em logística.

Obama ordenou a seu pessoal que garanta a segurança dos membros da diplomacia americana no Haiti e que se prepare para enviar ajuda humanitária.

O Pentágono adiantou à agência Efe que já está avaliando a localização de seus navios nas proximidades do Haiti para o envio de socorro.

"Estamos analisando que recursos temos disponíveis para mobilizá-los. Vamos analisar o que há nas cercanias", explicou a comandante Heidi Lenzini.

"Estudamos se podemos desviar os navios em direção ao Haiti", acrescentou a comandante em nome do Pentágono, que de Miami coordena as operações militares dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe.

Lenzini enfatizou que ainda não foi tomada nenhuma decisão a respeito. "Temos que esperar um pedido oficial do Governo do Haiti", disse a comandante, que afirmou que as forças militares americanas não podem entrar no país sem a permissão.

O Pentágono já desviou para o Haiti a embarcação anfíbia USS Kearsarge no ano passado, para ajudar o país após a passagem de vários furacões e tempestades tropicais.

Desde que ocorreu o terremoto, às 19h53 (de Brasília) na terça-feira, o Departamento de Estado americano convocou reuniões de urgência para avaliar a gravidade do desastre.

De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, há "danos significativos" no Haiti, onde um número indeterminado de edifícios caiu.

Segundo o testemunho do responsável adjunto da Embaixada dos EUA em Porto Príncipe, David Lindwall, as ruas de Porto Príncipe estão desoladas, com paredes e edifícios derrubados, e pessoas feridas e mortas.

O Governo de Washington tentou entrar em contato com o Governo do Haiti, mas não conseguiu ainda, indicou o porta-voz.

"Esperamos consegui-lo em breve para poder avaliar as necessidades do Haiti e iniciar o envio de ajuda", assinalou Crowley.

O porta-voz do Departamento de Estado lembrou que o Haiti é o país mais pobre da América e "certamente precisará de uma enorme quantidade de ajuda. Estamos preparados para fazer o que pudermos", acrescentou.

Uma das primeiras tarefas será avaliar, amanhã, as condições do aeroporto de Porto Príncipe e determinar até que ponto os EUA podem enviar equipes de resposta ao desastre em aviões e aterrissar no Haiti.

Por sua parte, a embaixada em Porto Príncipe já autorizou a utilização do fundo de emergência, uma medida automática neste tipo de desastres.

Além dos edifícios derrubados, as linhas de telefone fixas estão cortadas na capital haitiana e os celulares também não funcionam corretamente, disse outro porta-voz, Gordon Duguid. EFE pgp/fm

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