EUA se dizem abertos a diálogo bilateral com a Coreia do Norte

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos anunciaram na sexta-feira que estão abertos para contatos bilaterais com a Coréia do Norte, ao mesmo tempo em que pedem que o país comunista não lance um míssil de longo alcance e retorne às negociações sobre a questão nuclear. As negociações a seis partes, acreditamos, precisam estar no centro de nossos esforços, disse o enviado dos EUA às negociações, Stephen Bosworth.

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"Isso não vai mudar. Nós continuaremos a ter contato bilateral (com os norte-coreanos) e estamos preparados para abrir o canal a qualquer momento", afirmou ele, em declarações feitas no Centro de Imprensa Estrangeira em Washington.

Mais cedo, em Estrasburgo, na França, o presidente norte-americano, Barack Obama, advertiu que a comunidade internacional tomará medidas caso a Coreia do Norte prossiga com o plano de lançamento, para mostrar a Pyongyang que o governo norte-coreano não pode agir com impunidade.

A Coreia do Norte disse que enviará um satélite ao espaço entre sábado e quarta-feira e insiste que tem o direito de fazê-lo como parte de um programa espacial pacífico.

O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak, disse ter quase certeza de que a Coreia do Norte disparará o míssil, apesar dos protestos globais, e, se o tempo permitisse, o lançamento ocorreria no sábado.

A Coreia do Sul e o Japão afirmam que o lançamento é um teste dissimulado do míssil de longo alcance Taepodong-2, projetado para carregar uma ogiva capaz de atingir o território norte-americano. Durante o único teste com o míssil já realizado, em julho de 2006, ele se partiu 40 segundos após o lançamento.

Bosworth disse que os EUA estariam "trabalhando de forma muito próxima com nossos parceiros a fim de garantir que, depois que a poeira dos mísseis baixar um pouco, possamos voltar para a prioridade no longo prazo... das negociações a seis partes."

Questionado depois por que ele se referiu aos "mísseis" no plural, Bosworth disse a jornalista ter sido um engano. Mas acrescentou: "Da última vez, está claro, eles lançaram mais de um, mas não tenho como saber quais são suas intenções."

Ao lado da China, do Japão, da Rússia e da Coréia do Norte, os EUA vêm há anos tentando convencer a Coréia do Norte a abrir mão dos seus esforços para desenvolver um arsenal nuclear em troca de auxílio financeiro.

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