EUA se comprometem com pacto nuclear com Governo indiano

Washington, 9 jul (EFE) - Os Estados Unidos se mostraram hoje comprometidos com o pacto de cooperação nuclear que pretende fechar com a Índia e afirmaram que procurarão que esse seja aprovado no Congresso quando receber o sinal verde da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

EFE |

"Estamos comprometidos com o acordo", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Sean McCormack, em entrevista coletiva na qual acrescentou que os Estados Unidos farão de "tudo para cumprir suas obrigações se o Governo indiano concluir sua parte do trabalho".

Segundo McCormack, a Administração americana esteve em contato permanente com o Congresso, de maioria democrata, para manter os legisladores a par das negociações.

No entanto, o legislador democrata por Massachusetts Edward Markey, um crítico do pacto nuclear com a Índia, considera que não há tempo suficiente no calendário do Congresso para conseguir, este ano, a aprovação do acordo em ambas as Câmaras.

Antes que o convênio possa ser aprovado pelo Congresso americano, o texto precisará da autorização da AIEA.

Também será importante o sinal verde dos 45 países do Grupo de Provedores de Material Nuclear, que questionam o pacto, já que a Índia não assinou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

Além disso, o Governo indiano enfrenta uma grande oposição interna ao acordo, até o ponto que a Frente de Esquerda, integrada por quatro legendas comunistas, pediu uma moção de confiança para o primeiro-ministro do país, Manmohan Singh.

Após 49 meses de aliança, os líderes comunistas retiraram na terça-feira o apoio ao Governo da presidente Pratibha Patil, devido à decisão do Executivo de seguir em frente com o pacto de cooperação nuclear com os EUA.

O Governo indiano deixou em suspenso o acordo com os EUA em outubro, mas, enquanto tentava convencer a esquerda de sua conveniência, foi negociando as salvaguardas com a AIEA, passo necessário para fechar o pacto.

Com o acordo, os EUA fornecerão tecnologia nuclear à Índia, que terá acesso ao mercado internacional de combustível e componentes em troca de colocar as instalações civis sob supervisão da AIEA.

Na parte americana, aqueles que se opõem ao acordo argumentam que sua aprovação representaria dar um giro à política americana, que durante 30 anos se opôs a estabelecer uma cooperação nuclear com a Índia. EFE cae/db

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