EUA se abrem a negociação direta com a Coreia do Norte

WASHINGTON (Reuters) - O Departamento de Estado norte-americano disse na sexta-feira que está preparado para manter negociações diretas com a Coreia do Norte, como forma de atrair o regime comunista de volta para as negociações multilaterais destinadas a acabar com seu programa de armas nucleares. Até agora, as autoridades norte-americanas emitiam sinais ambíguos quanto à possibilidade de reuniões diretas -- às vezes diziam que Pyongyang deveria se comprometer com o processo envolvendo seis partes, em outras que o diálogo bilateral poderia ocorrer no contexto das discussões multilaterais.

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O Departamento de Estado negou que tenha havido mudança de postura, e reiterou que a intenção é manter o diálogo que envolva também China, Rússia, Japão e Coreia do Sul.

"Estamos preparados para entrar em uma discussão bilateral com a Coreia do Norte", disse o porta-voz P.J. Crowley a jornalistas.

"Quando isso irá acontecer, onde isso irá acontecer, teremos de esperar para ver. Não tomamos uma decisão a esta altura, senão apenas dizer que estamos preparados para uma conversa bilateral, se isso for ajudar a promover o processo a seis partes."

A Coreia do Norte aceitou em setembro de 2005 abandonar seu programa de armas nucleares em troca de concessões políticas e econômicas. Desde então, porém, o país realizou testes de mísseis e bombas atômicas, gerando dúvidas sobre seu compromisso. Desde o final de 2008, o processo multilateral estava paralisado.

Os EUA consideram que o processo a seis partes têm maior chance de sucesso por causa da participação da China, que tem certa proximidade política com o recluso regime norte-coreano.

Crowley disse ser improvável que o diálogo bilateral ocorra antes da reunião deste mês da Assembleia Geral da ONU, e não quis dizer se o enviado especial do governo Obama para a questão coreana, Stephen Bosworth, aceitaria um convite da Coreia do Norte para visitar Pyongyang.

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