EUA sancionam políticos quenianos que não apóiem reforma política

Nairóbi, 24 set (EFE).- Os Estados Unidos ameaçaram hoje com proibição de entrada no país a cúpula governista queniana se não forem feitas reformas políticas para acabar com a impunidade na nação africana.

EFE |

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o embaixador americano em Nairóbi, Michael Ranneberger, informou que o Departamento de Estado dos EUA escreveu cartas a 15 políticos quenianos insistindo no comprometimento deles com as reformas políticas previstas para frear a violência.

As cartas enviadas pelo secretário-adjunto de Estado dos EUA para Assuntos Africanos, Johnnie Carson, foram remetidas a ministros, secretários de Estado, parlamentares e outras pessoas importantes no país, segundo detalhou Ranneberger, sem citar nomes.

"O Governo dos EUA considera crucial para a futura estabilidade democrática do Quênia a aplicação de uma agenda conjunta de reformas que devem ser executadas com urgência", reforçou o embaixador.

Entre as críticas dos americanos às autoridades quenianas está o fato de a violência política ocorrida no ano passado, após as denúncias de fraude nas eleições. No episódio morreram 1,5 mil pessoas e outras 400 mil perderam suas casas.

O Parlamento queniano rejeitou a proposta de criação de um tribunal especial no país para investigar e julgar os delitos relacionados com a violência política do ano passado.

Além disso, os EUA fizeram diversos pedidos a Nairóbi para que sejam aprovadas medidas para acabar com a corrupção e reformas políticas para aprofundar a democracia no país. EFE pa/dm

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