EUA revogam vistos diplomáticos de autoridades de Honduras

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira, a revogação dos vistos diplomáticos de quatro autoridades de Honduras ligadas ao governo do presidente interino do país, Roberto Micheletti, em mais uma medida de pressão pela volta do presidente deposto, Manuel Zelaya, ao poder. Em um comunicado divulgado pelo Departamento de Estado, o governo americano afirma que as quatro autoridades que tiveram seus vistos revogados haviam recebido as permissões devido a posições que exerciam na administração de Zelaya, antes de 28 de junho, mas que agora servem ao regime de facto.

BBC Brasil |

Os nomes das pessoas que tiveram os vistos revogados, no entanto, não foram divulgados.

O Departamento de Estado americano também anunciou estar "revisando" a concessão de vistos diplomáticos a outros "indivíduos que fazem parte do regime de facto em Honduras, assim como os vistos derivados de membros das famílias destes indivíduos".

Em uma entrevista coletiva nesta terça-feira, o porta-voz do Departamento de Estado Ian Kelly afirmou que a medida "é consistente com nossa política de não reconhecimento" ao regime interino de Honduras.

"Nós não reconhecemos Roberto Micheletti como presidente de Honduras. Reconhecemos Manuel Zelaya", afirmou Kelly, de acordo com a rede de TV norte-americana CNN.

Pressão
De acordo com o correspondente da BBC Mundo em Washington, Carlos Chirinos, a medida - anunciada exatamente um mês após o afastamento de Zelaya do poder - é a primeira atitude tomada pelo governo dos Estados Unidos em relação à crise no país centro-americano desde que o líder deposto de Honduras pediu "definições" à Casa Branca, no último final de semana.

Chirinos afirma que, apesar de o governo americano ter exigido, desde o início, a volta de Zelaya à Presidência, algumas atitudes do presidente deposto de Honduras, como suas tentativas frustradas de voltar ao seu país, foram criticadas pelos americanos.

Segundo o correspondente da BBC, Washington continua acreditando que a mediação do presidente costarriquenho, Oscar Arias, possa solucionar a crise, e considera que as atitudes de Zelaya podem atrapalhar o trabalho diplomático.

Na última segunda-feira, o Congresso hondurenho se reuniu para discutir a proposta de acordo feita por Arias, mas qualquer decisão foi adiada e uma comissão foi destacada para estudar o plano, que inclui, entre outros pontos, o retorno de Zelaya ao poder para liderar um governo de "unidade nacional".

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