EUA revogam vistos de membros do governo interino de Honduras

WASHINGTON - Os Estados Unidos revogaram os vistos diplomáticos de quatro integrantes do governo interino de Honduras, numa tentativa de pressionar pela volta ao poder do presidente deposto Manuel Zelaya.

Redação com agências internacionais |



Entre os funcionários que tiveram seus vistos suspensos estão o presidente do Parlamento, Alfredo Saavedra, e o juiz Tomás Arita, que ordenou a detenção de Zelaya.

"Não reconhecemos Roberto Micheletti como presidente de Honduras, reconhecemos Manuel Zelaya. Então, de acordo com essa política de não-reconhecimento, decidimos revogar os vistos diplomáticos oficiais, ou vistos A, de quatro indivíduos que são membros daquele regime", disse Ian Kelly, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

Ele disse que os vistos diplomáticos de outros membros do governo também estão sendo revistos. "É parte da nossa política geral em relação ao regime de facto", afirmou, acrescentando que a medida foi tomada para dar apoio aos esforços de mediação realizados pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

Nesta terça-feira, Zelaya, que completa um mês fora do poder e expulso do país , deixou o município nicaraguense de Ocotal, perto da fronteira com Honduras, em direção às montanhas da Nicarágua para organizar uma "resistência".

Zelaya, que dormiu pelo quarto dia seguido no hotel Frontera do município de Ocotal, no departamento de Nueva Segovia, a 25 quilômetros da fronteira com Honduras e 225 quilômetros a norte de Manágua, se encaminha para a comunidade Las Colinas, perto do ponto fronteiriço de Las Manos. A informação foi dada pela porta-voz do líder deposto Elizabeth Sierra.


Zelaya discursa na fronteira da Nicarágua com Honduras / AP

Zelaya inspecionará esse acesso a Las Manos, no lado nicaraguense da fronteira, onde se encontra um grupo dos seguidores do líder deposto, acrescentou a fonte.

O presidente deposto, que na sexta-feira tentou sem sucesso entrar pela segunda vez em Honduras, ressaltou na véspera que se manterá em "pé de luta" e à espera da família e de mais seguidores que o acompanhem em seu retorno ao país para retomar o poder após o golpe de Estado de 28 de junho.

Zelaya dedicou os dois últimos dias a visitar Ocotal e outras comunidades na divisa e a se reunir com seus simpatizantes, aos quais incentiva a manter uma "resistência pacífica" contra o golpe.

Em Las Manos, Zelaya espera se reunir "a qualquer momento" com a mulher, Xiomara Castro, a filha, Hortensia Zelaya, e a mãe, Hortensia Rosales, indicou o líder político hondurenho.

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