EUA revogam 4 vistos do governo de facto de Honduras

Por Sue Pleming WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos revogaram nesta terça-feira quatro vistos concedidos a membros do governo interino de Honduras, numa tentativa de pressionar pela volta ao poder do presidente deposto Manuel Zelaya.

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Washington recusa-se a reconhecer a legitimidade do presidente de facto Roberto Micheletti, que substituiu Zelaya após o golpe de 28 de junho. Os EUA também suspenderam uma ajuda militar de 16,5 milhões de dólares ao país centro-americano.

"Não reconhecemos Roberto Micheletti como presidente de Honduras, reconhecemos Manuel Zelaya, então, de acordo com essa política de não-reconhecimento, decidimos revogar os vistos diplomáticos oficiais, ou vistos A, de quatro indivíduos que são membros daquele regime", disse Ian Kelly, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

Ele não citou nomes, mas disse que os vistos diplomáticos de outros membros do governo também estão sendo revistos.

"É parte da nossa política geral em relação ao regime de facto", disse ele, acrescentando que a medida foi tomada para dar apoio aos esforços de mediação realizados pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias.

Esta é a pior crise na América Central em duas décadas, e o governo provisório rejeita um dos principais itens da proposta de Arias, que é a volta de Zelaya ao poder.

O governo interino acusa o presidente deposto, aliado do venezuelano Hugo Chávez, de ter violado a Constituição ao tentar manobras que permitissem sua reeleição. Micheletti diz que ele será preso caso tente voltar de seu exílio na Nicarágua.

Nos últimos dias, Zelaya queixou-se de que o apoio dos EUA estaria perdendo força, e conclamou o governo de Barack Obama a impor sanções contra o novo regime.

(Reportagem de Sue Pleming e Tim Gaynor)

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