O governo americano revisou para baixo o crescimento do Produto Interno Bruto do país no terceiro trimestre. O Departamento de Comércio americano anunciou nesta terça-feira que o crescimento anualizado no período foi de 2,2%, em vez dos 2,8% previamente estimados.

O índice positivo encerraria um período de quatro trimestres seguidos de contração, a pior recessão nos Estados Unidos desde os anos 30.

Teme-se, no entanto, que a alta taxa de desemprego no país - 10% - prejudique os esforços de recuperação.

São publicadas três previsões do índice de variação do PIB trimestral dos Estados Unidos antes de ser anunciado o resultado definitivo do desempenho da economia.

Neste ano, o governo iniciou as previsões estimando crescimento de 3,5%, para depois cair para 2,8%.

O governo afirma que o crescimento deve ser menor do que o estimado porque o investimento de empresas e o consumo não cresceram tanto quanto se esperava.

Segundo analistas, o crescimento de 2,2% entre julho e setembro teria sido impulsionado, principalmente, por pacotes de estímulo econômico do governo, que incluíram um programa oferecendo dinheiro para quem trocasse seu carro velho por um novo, e incentivos fiscais para a compra da primeira casa própria.

Apesar de o crescimento da economia americana ser mais baixo do que o esperado, ele ainda estaria bem acima da economia europeia, cujo crescimento no terceiro trimestre foi de apenas 0,3%.

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