Publicidade
Publicidade - Super banner
Mundo
enhanced by Google
 

EUA retomam voos para retirar feridos do Haiti

O governo dos Estados Unidos retomará nesta segunda-feira os voos para transportar haitianos que ficaram gravemente feridos no terremoto do dia 12 de janeiro, interrompidos desde quarta-feira por causa da polêmica sobre quem deve arcar com os custos da operação.

AFP |

 

"Determinamos ser possível retomar esses voos indispensáveis, uma vez confirmado que há centros médicos disponíveis tanto nos Estados Unidos quanto em outros países", declarou no domingo à noite Tommy Vietor, porta-voz da Casa Branca.

"Os voos devem ser retomados nas próximas 12 horas", acrescentou. "Trabalhamos com o governo haitiano e a comunidade internacional para responder a essa necessidade urgente e salvar vidas", indicou o porta-voz.

O Pentágono havia confirmado no sábado a suspensão dos voos desde quarta-feira, à espera de uma decisão sobre quem se encarregaria do custo financeiro dos cuidados médicos dos feridos mais graves. Alguns Estados americanos, como a Flórida, exigiram que o governo federal arcasse com esses gastos.

Esses voos transportam principalmente pessoas que sofreram danos na coluna vertebral e queimaduras graves no terremoto, que deixou pelo menos 170 mil mortos e 1 milhão de desabrigados.

Além disso, as autoridades americanas e haitianas confirmaram no domingo a prisão de dez cidadãos americanos, membros de uma associação cristã, acusados por Porto Príncipe de tentar retirar do país 33 crianças, aproveitando o caos gerado pelo tremor.

"Dez americanos foram presos pelas autoridades haitianas pela suposta violação das leis haitianas de imigração", indicou a Embaixada dos Estados Unidos em Porto Príncipe.

No sábado, o ministro haitiano de Assuntos Sociais e Trabalho, Yves Chistallin, informou que dez americanos, cinco homens e cinco mulheres, haviam sido detidos perto da fronteira dominicana em companhia de 33 menores que, segundo ele, teriam sido "roubados".

"Eles estavam em um ônibus com 33 crianças, entre 2 meses e 14 anos de idade", explicou a ministra das Comunicações, Marie Laurence Jocelyn Lassegue.

"Quando tiveram os documentos das crianças solicitados, não tinham", acrescentou. "A polícia decidiu levar o ônibus de volta para Porto Príncipe."

Na delegacia central da polícia judicial, onde os americanos estão detidos, a porta-voz do grupo, Laura Silsby, disse à AFP: "Nós viemos ajudar as crianças. Temos boas intenções."

Os acusados afirmam fazer parte de uma associação de caridade chamada New Life Children's Refuge, com base em Idaho (noroeste dos Estados Unidos).

 

Leia mais sobre terremoto 

Leia tudo sobre: haititerremoto no haiti

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG