EUA retiram convites a iranianos para festas da Independência

WASHINGTON - Os Estados Unidos retiraram, nesta quarta-feira, os convites feitos aos diplomatas iranianos para as celebrações do Dia da Independência norte-americano em 4 de julho. Esse foi um ato simbólico para protestar contra a repressão do governo iraniano a manifestantes.

Reuters |


O Departamento de Estado dos EUA, quebrando uma antiga prática, convidou diplomatas iranianos para participarem de festas nas embaixadas norte-americanas em todo o mundo. A medida de Washington foi parte dos esforços do presidente, Barack Obama, de persuadir o Irã para participar de negociações sobre seu polêmico programa nuclear.

A decisão de revogar os convites também foi simbólica já que nenhum diplomata iraniano havia respondido.

"Sem surpresa, baseado no que estamos vendo no que está acontecendo em Teerã, ninguém respondeu", disse o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs. "Dado os acontecimentos dos últimos dias, estes convites não serão mais estendidos".

A polícia iraniana e militantes conseguiram retomar o controle das ruas após os maiores protestos contra o governo desde a Revolução Islâmica de 1979, iniciados após a controversa eleição presidencial de 12 de junho. Cerca de 20 pessoas teriam morrido nos protestos.

A administração norte-americana tem encontrado dificuldades em achar o tom apropriado para sua resposta à repressão, para evitar críticas de interferência nos assuntos internos iranianos e dar argumentos ao governo de que os protestos são apoiados pelos EUA.

Em sua resposta mais forte até agora à violência após as eleições, Obama disse, nesta terça-feira, estar "assustado e indignado".


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