EUA renovam alerta contra ameaças terroristas no mundo

Washington, 2 fev (EFE).- O Governo dos Estados Unidos renovou hoje seu alerta de viagens chamado Precaução Mundial, no qual adverte da permanente ameaça de ações terroristas e de violência contra seus cidadãos e interesses em todo o planeta.

EFE |

No alerta, que substitui o que o Departamento de Estado emitiu em julho de 2008, o Governo afirma que segue preocupado com as "persistentes ameaças de atentados terroristas, manifestações e outros atos violentos contra cidadãos e interesses americanos no exterior".

O Departamento de Estado adverte de informações que "sugerem que a Al Qaeda e organizações filiadas continuam planejando atentados terroristas contra interesses americanos em várias regiões, incluindo Europa, Ásia, África e Oriente Médio".

Alerta também para que suas táticas podem ser desde operações suicidas até assassinatos, sequestros, roubos de carros à mão armada e explosivos.

Segundo o Governo, os atentados de setembro de 2006 contra sua embaixada na Síria e em março do mesmo ano nas proximidades de seu consulado em Karachi, no Paquistão, "refletem o permanente desejo de extremistas de atacar alvos americanos".

Os EUA advertem além disso do uso de armas convencionais e não convencionais por parte de extremistas, e de alvos oficiais e privados que podem incluir atos esportivos de alto perfil, áreas residenciais, lojas, escritórios, hotéis, bares, restaurantes, lugares religiosos e escolas, entre outros.

Na mesma linha, o Governo adverte os americanos de possíveis atentados no sistema de transporte público, já que, em agosto e setembro de 2008, houve a detonação de explosivos perto do ônibus em Trípoli, Líbia, onde 22 pessoas morreram.

Outros exemplos incluem uma detonação de várias minas terrestres em um ônibus no Sri Lanka em junho, diferentes atentados terroristas contra trens na Índia em 2006, o de julho de 2005 no metrô de Londres e os cometidos contra vários trens urbanos em 2004 em Madri, lembram os Estados Unidos.

A lista contempla ainda atentados contra aeroportos e portos, como o de Londres em 2006, o de Madri desse mesmo ano e o de Glasgow, onde um carro-bomba não chegou a explodir.

Segundo o Departamento de Estado, "a recessão mundial provocou instabilidade política e econômica, assim como descontentamento social", e o recente confronto entre Israel e o grupo islâmico Hamas em Gaza "gerou tensões e desencadeou manifestações no mundo todo".

EFE cae/db

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