Washington, 8 ago (EFE).- Os Estados Unidos renovaram hoje o alerta aos americanos que desejam viajar à Colômbia, pois consideram que o potencial para a violência por parte de terroristas e outros grupos à margem da lei existe em todo o país.

A nova de advertência emitida pelo Departamento de Estado substitui a que foi publicada em fevereiro deste ano.

O Governo dos EUA costuma revisar seus alertas de viagens para seus cidadãos a cada seis meses.

No aviso, o Departamento de Estado reconhece que a segurança na Colômbia "melhorou significativamente nos últimos anos", apesar de ressaltar que "a violência por parte de grupos de narco-terroristas continua afetando algumas áreas rurais e cidades".

Por sua parte, adverte que "o potencial para a violência por parte de terroristas e outros grupos criminosos existe em todas as partes do país".

Concretamente, o Departamento de Estado destaca que a violência diminuiu "marcadamente" em muitas áreas urbanas, mas o nível de violência na cidade de Buenaventura continua sendo alto.

Além disso, considera que "pequenas cidades e áreas rurais da Colômbia ainda podem ser extremamente perigosas devido à presença de narco-terroristas".

Assinala que os delitos comuns seguem sendo um "problema significativo" em muitas áreas urbanas e rurais.

O Departamento de Estado considera que a incidência de seqüestros na Colômbia diminuiu notavelmente desde o pico registrado no princípio desta década.

No entanto, assinala que grupos terroristas como as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), além de outras organizações criminosas, "continuam seqüestrando e retendo civis em troca de resgate ou como instrumento para negociações políticas".

"Ninguém está imune ao seqüestro", adverte o Governo dos EUA, que ressalta que o problema é ainda mais preocupante em áreas rurais.

Neste ponto, o Departamento de Estado lembra que o Governo colombiano recuperou, em 2 de julho, 15 seqüestrados em poder das Farc, incluindo três americanos que permaneceram privados da liberdade durante mais de cinco anos.

O Governo dos EUA destaca que sua prioridade é a recuperação segura de americanos seqüestrados, mas afirma que a política americana é a de "não fazer concessões ou acordos com os seqüestradores".

Por isso, adverte, "a capacidade do Governo americano de ajudar as vítimas seqüestradas é limitada".

Por último, o Departamento de Estado explica que funcionários americanos e suas famílias podem viajar para cidades colombianas mais desenvolvidas, "mas somente por via aérea". EFE cai/gs

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