EUA relembram 70º aniversário do ataque japonês a Pearl Harbor

Mais de uma centena de sobreviventes do ataque japonês participaram de cerimônia no Havaí

EFE |

Os Estados Unidos lembraram nesta quarta-feira o 70º aniversário do ataque japonês contra a base de Pearl Habor, que motivou a entrada dos americanos na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Em mensagem por ocasião da comemoração, o chefe do Pentágono, Leon Panetta, disse que os sobreviventes daquele ataque "representam o melhor da nossa nação".

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Veterano da 2ª Guerra Mundial Quentin DeNio, 92 anos, participa de cerimônia dos 70 anos do ataque a Pearl Harbor

No dia 7 de dezembro de 1941, os aviões japoneses bombardearam e metralharam a estação naval e militar dos EUA no Havaí em um ataque no qual morreram mais de 3,5 mil americanos.

O então presidente Franklin D. Roosevelt (1933 - 1945), que qualificou o fato como uma data que sobreviverá na infâmia, pediu ao Congresso e obteve a declaração de guerra contra o Japão, o que, por sua vez, desencadeou as declarações de guerra de Alemanha e Itália, aliados do Japão, contra os EUA.

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"Nossos inimigos acreditavam que esse ataque repentino e premeditado nos enfraqueceria. Mas, esse dia realmente despertou um gigante adormecido", declarou Panetta.

Na terça-feira, o presidente Barack Obama assinou uma proclamação que designa a data como Dia Nacional de Lembrança de Pearl Harbor e pediu que todos os americanos posicionem suas bandeiras a meio mastro em memória aos mortos.

"A tenacidade daqueles soldados dos EUA ajudou a definir a geração mais grandiosa de nossa história e sua coragem fortaleceu todos os que serviram durante a Segunda Guerra Mundial", acrescentou a mensagem presidencial. "Como nação, observamos o dia 7 de dezembro de 1941 para receber força do exemplo dado por aqueles patriotas e para honrar todos os que se sacrificaram por nossas liberdades", afirmou o presidente.

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Cerca de 416 mil militares e 1,7 mil americanos (0,32% da população) morreram nos quatro anos seguintes que terminaram com a rendição do Japão depois que os EUA lançaram duas bombas nucleares sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O Japão perdeu mais de 2,1 milhões de soldados e quase 1 milhão de civis durante a guerra.

Ainda estão vivos três mil veteranos americanos de Pearl Harbor, a maioria octogenários e nonagenários, a quem Panetta agradeceu por "seus sacrifícios, seu zelo ilimitado para garantir que nossos filhos e netos brindem uma vida melhor à geração seguinte".

No Havaí mais de uma centena de sobreviventes do ataque japonês participaram de cerimônia, no porto de Pearl Harbor, com a presença do secretário da Marinha, Ray Mabus, e dirigentes civis e militares.

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Marvin Rewerts, 89 (dir), e Nelson Mitchell, 91, seguram coroa de flores para ser depositada no encouraçado Arizona
Todo ano acontece uma comemoração similar de um lugar de onde se avista o , destroçado pelo ataque japonês que matou 1,177 mil de seus tripulantes. Os restos do encouraçado formam um monumento nacional visitado por milhares de pessoas.

Do outro lado da ilha Ford se encontra outro monumento nacional nos restos do encouraçado Utah, afundado por torpedos durante o ataque japonês. Dos 12 navios de guerra perdidos pelos EUA nessa jornada, só sobraram os restos oxidados do Arizona e do Utah.

Na cerimônia desta quarta-feira, o destróier Chung Hoon, equipado com mísseis teleguiados, deu o sinal que iniciou um minuto de silêncio às 7h55 no horário local (15h55 em Brasília), a mesma na qual começou o ataque do Japão.

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