EUA relatam grandes batalhas contra xiitas em Bagdá

Por Peter Graff e Tim Cocks BAGDÁ (Reuters) - Os Estados Unidos disseram ter matado 45 militantes em 24 horas, período em que ocorreu a pior batalha contra grupos xiitas no último mês, iniciada por causa de um ataque a um posto de controle militar durante uma tempestade de areia.

Reuters |

Os combates na favela de Sadr City e arredores mostram que alguns militantes aparentemente desafiaram as ordens do clérigo xiita Moqtada Al Sadr para observar uma trégua, criando dúvidas sobre até que ponto ele controla seus seguidores.

Militares dos EUA e do Iraque já ocuparam nas últimas semanas cerca de um quarto da enorme Sadr City, antes controladas pela milícia do clérigo cujo sobrenome batiza o bairro.

O posto de controle foi atacado na noite de domingo enquanto foguetes eram disparados contra a chamada Zona Verde (bairro de prédios do governo e embaixadas).

Usando os canhões dos seus tanques M1, os norte-americanos mataram 22 dos combatentes que atacaram o posto de controle, enquanto os outros fugiram.

Um porta-voz militar dos EUA disse que esse é 'certamente' o pior confronto com xiitas desde que o governo iraquiano lançou uma onda de repressão à milícia de Sadr, em março.

Funcionários de dois hospitais de Sadr City disseram ter recebido oito cadáveres e 72 feridos.

Maliki, ele próprio xiita, diz que a repressão à milícia de Sadr se destina a restaurar a ordem. Os seguidores do clérigo afirmam que o governo quer enfraquecer politicamente seus rivais.

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