EUA rejeitam medidas de força como solução à crise em Honduras

Washington, 15 jul (EFE).- Os Estados Unidos pediram hoje a todos os atores sociais e políticos de Honduras para buscar uma solução pacífica à crise, após o presidente deposto Manuel Zelaya ter pedido em Guatemala que a população se mobilize contra a situação no país.

EFE |

"Os EUA pedem a todos os atores sociais e políticos para encontrar uma solução pacífica à crise para restaurar a democracia" em Honduras, disse à Agência Efe um porta-voz do Departamento de Estado americano, sem rebater diretamente as declarações de Zelaya.

Na terça-feira, o presidente deposto pediu na Guatemala que os hondurenhos promovam uma insurreição, e assegurou que em breve voltará ao país para concluir seu mandato.

Ele também pediu à comunidade internacional para "isolar" os golpistas.

Segundo Zelaya, "o povo hondurenho tem, agora, direito à insurreição", a qual, disse, "é um processo legítimo que faz parte dos conceitos mais elevados do sentido da democracia frente a um Governo usurpador", e, no caso de Honduras, "é um direito que está incluído no artigo 3 da Constituição".

As delegações nomeadas por Zelaya e pelo novo presidente Roberto Micheletti devem realizar neste sábado uma nova rodada de diálogo na Costa Rica, onde o chefe de Estado costarriquenho, Oscar Arias, tenta fazer a mediação do conflito e forjar um acordo que leve a uma solução à crise.

O líder deposto afirmou que se o Governo golpista não cumprir neste fim de semana as resoluções da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU, que exigem a restituição de Zelaya, o diálogo "fracassará".

Os EUA também aconselharam Zelaya a ter paciência e a dar ao Governo de Micheletti uma oportunidade ao diálogo. EFE cae/db

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