EUA rejeitam acusações contra detido em Guantánamo por 11 de Setembro

Washington - O Pentágono retirou as acusações contra Mohammed al-Qahtani, o seqüestrador número 20 envolvido nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, mas levará a julgamento outros cinco detidos em Guantánamo por suposto envolvimento nos ataques.

EFE |

Esta decisão foi tomada depois que o Departamento de Defesa dos EUA apresentou em fevereiro acusações mais graves em relação aos atentados de 11 de setembro contra seis detidos na base naval americana de Guantánamo, entre eles o suposto cérebro do complô terrorista, e pediu para os envolvidos pena de morte.

Os promotores militares enviaram então a acusação formal à juíza Susan Crawford, encarregada de supervisionar as juntas militares, para que revise as acusações antes de aprovar a realização do julgamento dos seis acusados.

Três meses depois, Crawford determinou que serão levados a julgamento Khalid Shaikh Mohammed, considerado o cérebro dos atentados; Ramzi bin al-Shibh, que teria sido o intermediário entre os seqüestradores que derrubaram os aviões e os chefes da Al Qaeda; e Ali Abd al-Aziz Ali.

Esse último foi identificado como o braço direito de Shibh nas operações de 2001, informou o Departamento de Defesa americano.

Também serão julgados Mustafa Ahmed al-Hawsawi e Walid bin Attash, que teriam participado de distintas tarefas, como o treino dos terroristas de 11 de setembro.

Os cinco acusados de ter estado diretamente envolvidos nos atentados de 11 de setembro em Nova York, Washington e Pensilvânia, nos quais morreram quase três mil pessoas, serão julgados conjuntamente, disse o Departamento de Defesa dos EUA.

O Pentágono não indicou o motivo da rejeição das acusações contra "o seqüestrador número 20", que nunca chegou a participar fisicamente dos ataques.

No entanto, indicou que o Governo tem a possibilidade de apresentar acusações separadamente para levar Qahtani a julgamento individualmente.

Cada um dos cinco suspeitos enfrenta acusações de conspiração, assassinato, atentado contra cidadãos e objetos civis, destruição de propriedades, terrorismo e apoio material ao mesmo.

Quatro dos suspeitos são acusados de seqüestro de aviões, segundo a alegação da Promotoria, que detalha 169 crimes dos detidos e seus parceiros nos ataques de 2001.

O julgamento deve começar em 120 dias, o que significa que o processo poderia ter início em setembro.

Khalid Shaikh Mohammed é o principal acusado neste caso.

O paquistanês confessou ter planejado cada detalhe do 11 de setembro, mas usar sua confissão como prova no julgamento poderia ser problemático, devido ao método aplicado para consegui-la.

Mohammed foi submetido à técnica de interrogatório de simulação de afogamento, um método considerado tortura por vários organismos e defensores de direitos humanos.

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