Washington rejeita a construção de novas residências israelenses em Jerusalém Oriental, disse nesta segunda-feira o porta-voz da Casa Branca Robert Gibbs, pedindo negociações sobre o futuro deste território.

"Os Estados Unidos se opõem à construção de novos assentamentos israelenses em Jerusalém Oriental. O estatuto permanente de Jerusalém é um tema que deve ser negociado entre as duas partes (israelense e palestina) e apoiado pela comunidade internacional", declarou Gibbs.

"Nenhuma das duas partes deveria adotar medidas que possam ou pareçam se antecipar, unilateralmente, às negociações. As duas partes deveriam retomar as negociações sem prévias condições, o mais cedo possível".

"Os Estados Unidos reconhecem que Jerusalém é um problema muito importante para os israelenses e os palestinos, e para judeus, muçulmanos e cristãos. Pensamos que com negociações de boa fé as duas partes conseguirão chegar a um acordo sobre um resultado que reunirá as aspirações de ambas em relação a Jerusalém, e protegerá seu estatuto para os habitantes de todo o mundo".

O ministério israelense da Habitação convocou uma licitação para a construção de 692 residências em Névé-Yaacov, Pisgat-Zeev e Har-Homa, bairros judeus de Jerusalém Oriental.

Atualmente, cerca de 200 mil israelenses vivem nestes bairros, ao lado de 270 mil palestinos.

gde/LR

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