EUA reiteram vontade de diálogo mais amplo com Cuba, mas querem mudanças

Washington, 3 ago (EFE).- O Governo dos Estados Unidos respondeu hoje ao presidente de Cuba, Raúl Castro, que está disposto a ter um diálogo mais amplo, mas quer que Havana cumpra medidas específicas antes.

EFE |

Em discurso na Assembleia Nacional, Raúl Castro reiterou sua disposição a dialogar com os EUA, mas sem "restaurar o capitalismo" ou "entregar a revolução".

O Departamento de Estado lembrou hoje que Washington manteve nas últimas semanas um diálogo "limitado" com Cuba sobre assuntos de caráter mais técnico, como a migração e o serviço postal.

"Estamos encarando isto passo a passo. Queremos um diálogo mais amplo com Cuba. Claramente Cuba tem que tomar certas ações antes que isso seja possível", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Philip Crowley, em sua entrevista coletiva diária.

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou em abril o fim das restrições às viagens de familiares e aos envios de remessas a Cuba, mas espera que Havana impulsione medidas concretas para democratizar a ilha, a libertar os presos políticos e respeitar os direitos fundamentais.

Funcionários do Departamento de Estado e representantes do Governo cubano mantiveram uma série de reuniões preliminares desde maio. Em meados de junho Nova York viu a retomada do diálogo sobre imigração, o primeiro desde 2003 e que ambas partes qualificaram como "positivo".

Estados Unidos e Cuba não têm relações diplomáticas desde fevereiro de 1962, quando Washington estabeleceu um embargo total à ilha. EFE.

cai/dp

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