O Índice de Preços ao Consumidor dos Estados Unidos, um dos principais indicadores da inflação no país, recuou 1,7% em novembro - a maior queda já registrada desde que o indicador começou a ser divulgado, em 1947. A deflação do mês passado sucede o recuo de 1% registrado em outubro, de acordo com dados do Departamento do Trabalho americano, responsável por divulgar o índice.

Anualizado, o índice de inflação ficou em 1,1% em novembro, 2,6 ponto percentual a menos do que o acumulado até o mês anterior (3,7%).

O grupo que mais colaborou para a deflação em novembro foi o de energia. Os preços no setor registraram uma queda de 32,4% em relação ao pico registrado em julho deste ano.

O preço da gasolina, por exemplo, teve uma redução de 29,5% em novembro, caindo 47% desde julho até o mês passado.

Casas
Os temores de um prolongado período de dificuldades econômicas nos Estados Unidos foram intensificados por outro indicador divulgado nesta terça-feira, o do número de novas casas construídas.

De acordo com o Departamento do Comércio, a queda em novembro foi de quase 19% na comparação com o mesmo mês do ano passado - novamente, a maior diminuição desde que os dados no setor começaram a ser registrados.

Os novos dados econômicos reforçam a expectativa de que o Fed (Federal Reserve Bank, o Banco Central americano) anuncie em uma reunião nesta terça-feira uma nova queda na taxa básica de juros nos Estados Unidos, que está atualmente em 1% ao ano.

A expectativa de muitos economistas é de que o Fed anuncie uma queda de 0,5 ponto percentual.

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