EUA reforçam segurança da embaixada do país no Sudão

Washington, 14 jul (EFE) - Os Estados Unidos reforçaram hoje as medidas de segurança da embaixada em Cartum depois que o Tribunal Penal Internacional (TPI) pediu a detenção do presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir, acusado de genocídio em Darfur.

EFE |

Perante o temor de um surto de violência, o país decidiu reforçar a segurança na embaixada americana na capital sudanesa e em suas instalações em Juba, ao sul de Cartum, informou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Sean McCormack.

"Tomamos as medidas de segurança necessárias para proteger nossa gente", disse McCormak, que não deu outros detalhes nem especificou quantos funcionários americanos se encontram nestes momentos no país africano.

O promotor-chefe do TPI, Luis Moreno Ocampo, solicitou hoje uma ordem de detenção contra Bashir, acusado de genocídio, crimes de lesa-humanidade e crimes de guerra em Darfur.

McCormack disse que a decisão do Tribunal poderia originar violência contra interesses americanos e contra as forças de manutenção de paz no Sudão, pelo que Washington pediu a todos os partidos políticos sudaneses que mantenham a calma.

Milhares de pessoas com cartazes antiamericanos protestaram no domingo em Cartum contra a possibilidade da detenção do presidente e de outras autoridades por crimes de lesa-humanidade em Darfur.

Os EUA cooperarão no assunto de Darfur se o Tribunal pedir, já que é "a favor de que se julguem os responsáveis desse genocídio, tanto se forem funcionários do Governo como se forem rebeldes ou qualquer outro grupo", declarou o porta-voz.

Se Bashir for julgado pela Corte de Haia, seria o terceiro presidente processado por um Tribunal Internacional depois do sérvio Slobodan Milosevic e do liberiano Charles Taylor. EFE elv/db

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