EUA reduziram ataques aéreos no Afeganistão em 2008

Washington, 8 abr (EFE).- Os comandos militares americanos reduziram os ataques aéreos no Afeganistão em 2008 como reflexo dos limites dessas táticas contra uma persistente insurgência, diz a edição de hoje do jornal USA Today.

EFE |

Segundo a publicação, os dados da Força Aérea dos Estados Unidos mostram que, entre 2004 e 2007, o total de munição utilizada por aviões americanos no Afeganistão subiu de 163 toneladas para 1.956, o que representa aumento de 1.100%.

"Entretanto, o total usado em 2008 caiu para 1.314 toneladas, em uma redução de 33%", diz o jornal.

"As limitações do poder aéreo mostram por que mais tropas em terra são necessárias para adquirir o controle", disse ao "USA Today" Dakota Woods, um analista militar do Centro para Avaliação Estratégica e Orçamentária.

Em 2001, os EUA utilizaram cerca de 12 mil soldados para a invasão do Afeganistão. Agora, quase 38 mil militares americanos estão no país asiático, sendo que o presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou o envio de mais 21 mil.

O jornal acrescentou que, "à medida que a situação no Iraque melhorou, o uso de bombas jogadas desde aviões se tornou um recurso raro. Entre outubro de 2008 e janeiro deste ano, os militares americanos lançaram no Iraque cerca de 20 toneladas de munição".

Os comandos militares dependem mais dos ataques aéreos no Afeganistão do que no Iraque porque os aviões podem responder rapidamente quando há unidades americanas emboscadas em terreno montanhoso.

O Afeganistão é maior que o Iraque e, embora seja mais populoso, recebeu três vezes menos soldados dos EUA e de seus aliados.

Wood opinou que os talibãs puderam se recuperar no Afeganistão "devido à falta de força dos EUA e de seus aliados no terreno e à significativa ausência de capacidade das tropas e da Polícia afegãs". EFE jab/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG