EUA reduzem estimativa de alta do PIB no 3º trimestre para 0,7%

Novos dados divulgados nesta terça-feira pelo governo dos Estados Unidos apontam que a economia do país cresceu a uma taxa de 0,7% no terceiro trimestre deste ano, em um ritmo menor que a estimativa anteriormente divulgada, que era de 0,9% para o mesmo período. Apesar da revisão, os números confirmam que os Estados Unidos saíram da recessão técnica, caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda do Produto Interno Bruto (PIB).

BBC Brasil |

Anualizada, a estimativa passou a ser de crescimento de 2,8% no mesmo período. No mês passado, a previsão havia sido de 3,5%.

De acordo com o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio dos EUA, a revisão na estimativa de crescimento do PIB do país é baseada "em dados mais completos do que os da estimativa que havia sido divulgada no mês passado".

Segundo um relatório divulgado nesta terça-feira, o ritmo menor do crescimento da economia se deve principalmente a um aumento nas importações, que têm um peso negativo no cálculo do PIB.

Além disso, o crescimento nos gastos dos consumidores e os investimentos de empresas foram menores que o esperado anteriormente.

Mesmo assim, de acordo com o governo americano, o crescimento registrado no terceiro trimestre é um reflexo, entre outros fatores, de melhora em exportações e aumento nos gastos do governo federal.

Recuperação
De acordo com Andrew Walker, analista econômico da BBC, apesar da revisão, os dados ainda sugerem que a economia dos Estados Unidos está "nos primeiros estágios de uma recuperação", depois de passar por uma dura recessão.

Para Walker, a revisão para baixo no crescimento, no entanto, levanta dúvidas sobre a força da recuperação e temores de que ela possa ser comprometida, à medida que os gastos de estímulo do governo diminuam.

Em um comunicado, Rebecca Blank, subsecretária do Departamento de Comércio dos EUA, afirma que o crescimento "provavelmente continuará no próximo trimestre, devido aos efeitos dos gastos de estímulo (do governo) e da melhoria na saúde da economia, que está estimulando o crescimento em muitos setores".

Segundo o correspondente da BBC, no entanto, os índices de desemprego devem continuar a aumentar no ano que vem, já que, normalmente, o mercado de trabalho só apresenta recuperação alguns meses após a retomada na produção.

Confiança
Também nesta terça-feira, foram divulgados dados que apontam que a confiança dos consumidores nos Estados Unidos apresentou uma pequena recuperação em novembro, depois de uma queda em outubro.

O índice de confiança dos consumidores compilado pelo Conference Board, um instituto privado de pesquisas, subiu para 49,5 em novembro, contra 48,7 em outubro, o que aponta que menos americanos esperam que a situação econômica do país irá piorar.

De acordo com o instituto, uma economia saudável deve apresentar um nível de ao menos 90 neste índice de confiança do consumidor.

Apesar da ligeira melhora, o instituto aponta que os americanos estão "muito pessimistas" "em relação às expectativas de rendimento" e estariam "com tendência a moderação".

Estes dados lançam dúvidas sobre o quanto os consumidores estariam dispostos a gastar no Natal deste ano, o que poderia trazer consequências negativas para a economia dos EUA.

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