EUA redobram esforços para ajudar o Haiti

Washington, 15 jan (EFE).- Os Estados Unidos aceleraram hoje seus esforços para socorrer o Haiti com a atenção colocada na coleta de fundos do setor privado comandada pelos ex-presidentes George W.

EFE |

Bush e Bill Clinton.

Esses fundos se somarão aos US$ 100 milhões em ajuda humanitária prometidos pelo presidente Barack Obama, os quais aumentarão depois para atender a reconstrução desse país devastado pelo terremoto do terça-feira passada.

Em pronunciamento na Casa Branca junto à secretária de Estado Hillary Clinton e o vice-presidente Joe Biden, o presidente disse na quinta-feira que os EUA iniciou no Haiti "um dos maiores esforços de assistência humanitária" de sua recente história no Haiti.

Além disso, ordenou aos encarregados dos organismos de coordenação que façam da ajuda ao Haiti "uma de seus maiores prioridades".

Obama falou no momento em que continuavam chegando ao Haiti equipes civis de resposta ao desastre e organizações beneficentes e religiosas reuniam fundos, alimentos e remédios de emergência.

No marco dos esforços, Obama pediu a participação dos ex-presidentes George W. Bush e Bill Clinton para que liderem os trabalhos de resgate e reconstrução.

Mas a assistência americana não se limitou somente à ajuda humanitária, tanto do Governo como do setor civil.

Na quinta-feira, a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, anunciou que como consequência do terremoto o Governo tinha suspendido "por enquanto" a deportação de haitianos que moram ilegamente no país.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE ojl/ma

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