EUA reconhecem que o fechamento da prisão de Guantánamo ainda vai demorar

Essa era uma das promessas do presidente Obama, que vai ter que enfrentar Congresso onde republicanos são maioria

EFE |

Os Estados Unidos "ainda vão demorar um tempo" para fechar a prisão na base militar de Guantánamo, na ilha de Cuba, uma das promessas do presidente Barack Obama ao chegar à Casa Branca, reconheceu neste domingo o porta-voz da Presidência americana, Robert Gibbs.

"Certamente, não vai ser fechada no próximo mês. Vai demorar um tempo. Parte da possibilidade de seu fechamento depende da vontade dos republicanos de trabalhar com a Administração neste assunto", explicou Gibbs em entrevista ao canal de notícias "CNN".

Obama terá pela frente no ano que vem um novo Congresso onde os republicanos terão a maioria na Câmara dos Representantes. Por isso, é de se esperar que será mais complicado aprovar leis sobre o fechamento de Guantánamo, medida à qual os republicanos já se opuseram várias vezes. O porta-voz da Presidência americana reiterou o interesse da Administração Obama em julgar alguns dos prisioneiros de Guantánamo em tribunais federais, em vez de fazê-lo em tribunais militares, mas reconheceu que existem problemas "legais" para a transferência dos detentos.

"Alguns seriam julgados em tribunais federais, como vimos acontecer no passado. Outros serão julgados por comissões militares, e provavelmente vão passar o resto de suas vidas em uma prisão de segurança máxima da qual ninguém, inclusive terroristas, pôde escapar", acrescentou Gibbs. "E outros, infelizmente, deverão permanecer detidos indefinidamente. Não vamos colocá-los novamente no campo de batalha", destacou.

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