Cabul - O comando militar americano reconheceu hoje que bombardeou uma região da fronteira entre Afeganistão e Paquistão, mas negou que suas tropas tenham ultrapassado a fronteira e acrescentou que a operação aconteceu em resposta a ataques de insurgentes.

Segundo um comunicado divulgado pelo comando americano, a operação foi coordenada com o Exército paquistanês, que hoje denunciou que 11 de seus soldados morreram após um bombardeio em território paquistanês das forças lideradas pelos EUA.

As tropas americanas se viram atacadas por "forças anti-afegãs" na província oriental de Kunar, perto da fronteira com o Paquistão, e responderam com um bombardeio aéreo contra os supostos talibãs, segundo o comando militar dos EUA.

O comunicado não diz quantas pessoas morreram no ataque aéreo, embora tenha informado que "em nenhum momento as forças de terra da coalizão cruzaram (a fronteira) para o Paquistão".

Os EUA abriram uma investigação para analisar o ataque.

O Exército do Paquistão chamou hoje de "covarde" e de "agressão" o bombardeio, que destroçou, segundo sua versão, o posto de controle fronteiriço de Gora Prai, e que causou a morte de 11 soldados.

"Este tipo de atos de agressão não contribuem para a causa comum de lutar contra o terrorismo", declarou em comunicado o comando militar paquistanês.

Já o governo paquistanês chamou o ataque de "uma grande violação das fronteiras internacionais" e exigiu que seja aberta uma investigação sobre o episódio.

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