EUA reconhecem erros em direitos humanos e defende diálogo

Genebra, 14 set (EFE).- Os Estados Unidos estrearam hoje como membro de pleno direito do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, reconhecendo que cometeu erros neste âmbito, e sua disposição em dialogar e colaborar com o resto do mundo a favor destes direitos.

EFE |

"Reconhecemos que o balanço dos Estados Unidos em relação aos direitos humanos é imperfeito. Nossa história inclui lapsos e revezes, e ainda resta muito trabalho a fazer neste campo", afirmou a secretária de Estado adjunta para Assuntos de Organizações Internacionais americana, Esther Brimmer.

Em seu discurso perante o CDH, que hoje começou uma nova sessão de três semanas, Brimmer disse que "a liberdade de expressão, de crenças, os processos justos, a igualdade de direitos para todos, todos estes princípios encorajaram alguns dos momentos de maior orgulho da história dos EUA".

"Estes princípios são parte de nosso DNA nacional, como são parte do DNA das Nações Unidas", acrescentou.

Por isso, a representante da Administração do presidente americano, Barack Obama, disse que os EUA querem desempenhar um papel "ativo e construtivo" no Conselho, e disse que quatro aspectos - universalidade, diálogo, princípios e verdade - que guiarão seu trabalho neste órgão.

"Que ninguém se engane: os EUA não olharão para outro lado frente aos abusos dos direitos humanos. É preciso dizer a verdade, levar os fatos à luz e enfrentar as consequências", ressaltou Brimmer.

A partir de hoje, os EUA são um dos 47 membros do CDH, um órgão dominado pela luta de blocos e onde os países islâmicos e os não-alinhados superam em força os ocidentais.

Washington boicotou este fórum durante todo o período da Administração de George W. Bush, alegando sua suposta inclinação antiocidental. EFE vh/an

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