EUA rearma a Geórgia com pretexto de ajuda humanitária, diz Medvedev

MOSCOU - Os Estados Unidos estão rearmando o regime da Geórgia com o pretexto de proporcionar ajuda humanitária, afirmou neste sábado o presidente russo, Dimitri Medvedev, depois da chegada de um navio americano ao estratégico porto georgiano de Poti, na véspera.

AFP |

"O rearmamento do regime georgiano continua, inclusive sob o pretexto da ajuda humanitária. Enviaram toda uma frota para dar assistência humanitária", disse Medvedev referindo-se aos EUA, em uma reunião de funcionários russos no Kremlin.

"Eu me pergunto como reagiriam se nós enviássemos ajuda humanitária, utilizando nossa marinha, aos países do Caribe recentemente afetados pelos furacões", acrescentou o presidente russo.

"Estamos vivendo agora um momento de verdade. O mundo mudou depois de 8 de agosto", disse, referindo-se à data do início do conflito entre Moscou e Tbilisi no território separatista georgiano da Ossétia do Sul.

O envio de ajuda humanitária à Geórgia faz parte da pressão política do Ocidente, disse Medvedev, um dia depois da chegada à Geórgia do navio almirante americano USS Mount Whitney, que irritou Moscou.

O departamento de Estado americano rejeitou as críticas russas, dizendo que elas não têm "fundamento".

As declarações do presidente russo acontecem depois da visita do vice-presidente americano Dick Cheney à Geórgia, onde acusou a Rússia de ter invadido o território georgiano.

Neste sábado, Cheney acusou a Rússia de ter alimentado o conflito interno na Geórgia e de ter cometido "atos de guerra" contra a democracia, durante um fórum econômico e político no norte da Itália.

"As forças russas ultrapassaram uma fronteira internacionalmente reconhecida para entrar num Estado soberano. Alimentaram e incentivaram um conflito interno e realizaram atos de guerra sem consideração com a vida humana, matando civis e provocando o êxito de dezenas de milhares de pessoas", afirmou Cheney.

"Tudo isso foi feito contra uma nação que elegeu democraticamente seu governo e que optou por uma orientação mais ocidental", acrescentou o vice-presidente americano.

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