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EUA: retórica da Coreia do Norte não ajuda em relação com outros países

Washington, 30 jan (EFE).- Os Estados Unidos disseram hoje que a retórica da Coreia do Norte claramente não ajuda em sua relação com a comunidade internacional e no diálogo nuclear, após seu anúncio de anular todos os acordos de não confronto com a Coreia do Sul.

EFE |

"Este tipo de retórica claramente não ajuda, mas isso não nos impede de continuar com nossos esforços para conseguir a desnuclearização da península norte-coreana através das conversas de seis lados", afirmou o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Robert Wood.

O diálogo de seis lados, que se iniciou sob o Governo de George W. Bush, está estagnado desde que em dezembro, em reunião em Pequim, a Coreia do Norte se negou a assinar um protocolo de verificação, um passo considerado como imprescindível pelos EUA e outros países negociadores.

Nas conversas participam as duas Coreias, China, Japão, Rússia e Estados Unidos.

Wood reiterou a postura da secretária de Estado, Hillary Clinton, sobre a estrutura das negociações, a qual considera "útil", e afirmou que ela trabalhará com seus parceiros regionais.

"A Coreia do Norte é uma prioridade para nós e ainda acreditamos que o marco do diálogo de seis lados é útil. Estamos comprometidos com o objetivo da desnuclearização e trabalharemos com nossos aliados na região e com outros para conseguir a desnuclearização que todos queremos ver", concluiu.

A política dos EUA em relação à Coreia do Norte está sendo revisada pela administração do presidente Barack Obama.

O Comitê para a Reunificação Pacífica de Coreia, organismo norte-coreano encarregado das relações com Seul, anunciou hoje que anulará todos os acordos que tinham como objetivo pôr fim ao confronto política e militar com a Coreia do Sul.

A Coreia do Norte utilizou uma mensagem contundente e deixou a porta aberta a um novo enfrentamento militar no Mar Amarelo (Mar Ocidental), anos depois dos últimos choques militares com vítimas fatais em 2002.

Não se trata das primeiras ameaças norte-coreanas contra o Governo do presidente conservador Lee Myung-bak, mas sim as mais sérias, desde que assumiu o poder em fevereiro de 2008 com um programa de linha dura em relação a Pyongyang, que pôs fim a uma década de política de reconciliação. EFE cae/ma

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