EUA querem terminar com venda de armas de assalto (Hillary)

O governo dos Estados Unidos quer pôr fim à venda de armas de assalto que chegam às mãos dos cartéis mexicanos da droga, declarou a secretária de Estado Hillary Clinton em uma entrevista concedida à rede de TV NBC.

AFP |

Hillary ressaltou na entrevista realizada na noite de quarta-feira que ter deixado expirar uma lei que proibia a venda dessas armas nos Estados Unidos havia sido "um erro".

"Creio que essas armas de assalto, estas armas de tipo militar, não deveriam estar nas mãos de ninguém nas ruas", disse a secretária de Estado, que havia apoiado a proibição quando era senadora por Nova York.

"Durante o período de 1994 a 2004, quando a lei esteve em vigência, nossa Polícia nos Estados Unidos era capaz de conter o crime porque não tinha que se preocupar com essas armas de assalto chegando às mãos de criminosos", acrescentou.

Hillary Clinton defendeu uma legislação capaz de proibir "a venda dessas armas fora de nossas fronteiras", mas admitiu que a tentativa de renovar a proibição geraria uma forte oposição.

No avião que a levou ao México, Hillary havia dito que os cartéis que comandam o comércio e a distribuição de drogas estavam superando em poder de fogo as forças de segurança mexicanas com equipamentos militares que também incluíam dispositivos de visão noturna e roupas à prova de balas.

A secretária de Estado norte-americana visitará nesta quinta-feira uma delegacia de polícia na Cidade do México, como parte de suas análises sobre as disputas ligadas ao tráfico de drogas que deixaram 6.300 mortos no país desde 2008, e que se expandem para o outro lado da fronteira na forma de sequestros e de outras ações violentas.

lc/dm

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