EUA querem resolução da ONU sobre o Irã nas próximas semanas

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, defendeu a adoção nas próximas semanas, e não nos próximos meses, de uma resolução da ONU que permita novas sanções contra o Irã.

iG São Paulo |

"Gates acredita que precisamos e podemos fazê-lo dentro desse prazo", disse o porta-voz do secretário a um grupo de jornalistas após a visita que ele fez a Paris, durante a qual se reuniu com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que também é favorável a um reforço das sanções contra Teerã.

Nas reuniões em Paris, Gates insistiu na urgência das decisões, depois que o Irã anunciou o início da produção de urânio altamente enriquecido.

Em uma entrevista ao canal americano Fox na noite de segunda-feira, o secretário de Defesa afirmou: "Levará semanas, não meses, para ver se obteremos outra resolução do Conselho de Segurança da ONU que permita sanções contra o Irã."

Fontes diplomáticas dos Estados Unidos afirmaram que os primeiros passos para a redação de uma nova resolução no Conselho de Segurança da ONU já foram tomadas , apesar de ainda não haver consenso entre os 15 membros do órgão sobre aumentar a pressão sobre o Irã.

China é contra sanções

A China, que tem direito a veto no Conselho de Segurança, mostrou-se reticente e favorável ao prosseguimento do diálogo. O Ministério das Relações Exteriores da China pediu a continuidade das negociações, apesar dos pedidos de alguns países por novas sanções.

"Esperamos que as partes envolvidas dividam os pontos de vista sobre o projeto de acordo relativo ao reator de pesquisas iraniano e cheguem a um consenso o mais rápido possível, que permitirá resolver a questão", declarou o porta-voz do ministério, Ma Zhaoxu.

Pequim considera que se deve dar mais tempo às negociações antes de passar para as punições, enquanto os outros membros permanentes do Conselho de Segurança - Estados Unidos, Rússia, Reino Unido e França - e a Alemanha duvidam que o Irã esteja interessado em um diálogo sincero.

As fontes diplomáticas americanas reconheceram diferenças de "tempo e tática" com o governo chinês, mas ressaltaram que Pequim se comprometeu a respaldar a estratégia adotada pelo grupo dos seis - os membros do Conselho de Segurança mais a Alemanha - de alternar o diálogo com a pressão.

Nesse contexto, lembraram que Teerã desprezou no final do ano passado a proposta de enviar seu urânio a 3,5% ao exterior e recuperá-lo depois enriquecido a 20%, nas condições necessárias para manter seu reator nuclear civil em operação.

Por isso, o anúncio de Ahmadinejad "só pode ser interpretado como provocador e inconsistente com os fins que o Irã supostamente segue", acrescentaram as fontes.

Veja o processo completo para o enriquecimento de urânio:

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