EUA querem reformas audazes em Cuba antes de firmar compromisso

Por Sue Pleming e Arshad Mohammed WASHINGTON (Reuters) - Cuba deve fazer profundas reformas, liberar os prisioneiros políticos e melhorar os direitos humanos antes de Washington se comprometer com o presidente Raúl Castro e dar fim ao isolamento de meio século, disse nesta sexta-feira uma autoridade dos Estados Unidos.

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Em entrevista do Reuters Latin America Investment Summit, o principal diplomata do Departamento de Estado para a região, Tom Shannon, disse que as recentes reformas em Cuba mostram que as pressões para mudanças estavam se consolidando na ilha de governo comunista.

'Essas coisas, por pequenas que sejam, são boas, mas claramente não são suficientes a partir do nosso ponto de vista', disse Shannon, Secretário de Estado Adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental.

Raúl Castro, que sucede o seu irmão Fidel Castro como presidente oficialmente desde fevereiro, começou a levantar algumas restrições econômicas estatais.

Os cubanos agora podem comprar computadores, DVD e outros produtos, permanecer em complexos turísticos e ter acesso a serviços de telefonia celular, algo que antes era proibido.

Shannon afirmou que as mudanças poderiam ser não apenas a respeito do que os cubanos podem comprar.

'Instamos aos cubanos a serem mais valentes, mais audazes em sua reforma', disse Shannon.

Washington rompeu relações diplomáticas com Havana em 1961, dois anos depois que Fidel Castro tomou o poder em uma revolução e transformou Cuba em um Estado comunista.

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