EUA querem mais scanners em aeroportos e novas tecnologias

Por Patricia Zengerle e John Crawley WASHINGTON (Reuters) - O governo dos EUA anunciou na quinta-feira a intenção de ampliar o uso de scanners corporais em aeroportos, enquanto desenvolve novas tecnologias de segurança aeroviária e estimula outros países a fazerem o mesmo.

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"Não há uma solução mágica para dar segurança aos milhares de voos que chegam à América (EUA) a cada dia, domésticos e internacionais. Isso irá exigir investimentos significativos em muitas áreas", disse o presidente Barack Obama ao anunciar novas medidas para a segurança nos aeroportos, depois de uma tentativa de atentado num voo Amsterdã-Detroit no dia de Natal.

As autoridades dizem que os atuais procedimentos de revista nos aeroportos não conseguem detectar todas as ameaças. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001, os EUA já tiveram pelo menos três incidentes graves de violações das regras de segurança em aviões - o do "terrorista do sapato" preso naquele mesmo ano, um complô supostamente desbaratado no estágio de planejamento no exterior, em 2006, e o incidente de duas semanas atrás, quando um nigeriano foi dominado por tripulantes e passageiros ao tentar acionar explosivos, pouco antes do pouso em Detroit.

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano, disse em entrevista coletiva após as declarações de Obama que o governo irá acelerar os planos para o uso dos scanners, uma tecnologia que emprega ondas de rádio para projetar uma imagem tridimensional do corpo inteiro, revelando itens escondidos na roupa, por exemplo.

Napolitano disse que para isso haverá uma parceria da sua agência com o Departamento de Energia para desenvolver uma nova geração de tecnologias para a segurança aeroviária. Além disso, o governo pretende reforçar seu contingente de agentes à paisana em voos comerciais, segundo ela.

Atualmente há 40 scanners de corpo inteiro instalados nos aeroportos dos EUA, e o governo adquiriu em 2009 outros 150 das empresas L-3 Communications Holdings e Rapiscan Systems, a um custo de 130-170 mil dólares por unidade.

A Administração da Segurança dos Transportes (TSA) espera adquirir outros 300 scanners por meio de concorrência pública.

O governo salientou que a segurança aérea é uma responsabilidade internacional, especialmente à luz do incidente de Detroit. O suspeito nesse caso havia apanhado um avião em Lagos e fez conexão em Amsterdã.

"O incidente do dia de Natal salientou que os procedimentos de revista em aeroportos estrangeiros são críticos para a nossa segurança aqui nos Estados Unidos", disse Napolitano. "Portanto, temos de fazer tudo o que conseguirmos para encorajar as autoridades estrangeiras a utilizarem as mesmas tecnologias reforçadas para a segurança da aviação."

(Reportagem adicional de John Crawley)

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