EUA querem fortalecer Iêmen para ampliar combate à Al Qaeda

Por Adam Entous WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos procuram maneiras de ampliar sua cooperação militar e de inteligência com o governo do Iêmen para intensificar a repressão a militantes da Al Qaeda suspeitos de estarem por trás de uma tentativa fracassada de explodir um jato de passageiros norte-americano, disseram autoridades dos Estados Unidos na quarta-feira.

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O presidente Barack Obama prometeu aplicar "todos os elementos" do poderio americano contra aqueles que ameaçam a segurança de norte-americanos, mas não deu maiores detalhes. Autoridades de defesa e contraterrorismo minimizaram relatos segundo os quais os EUA estariam traçando planos para ataques retaliatórios, sugerindo que a iniciativa partiria do Iêmen.

Obama enfrenta uma situação delicada.

Uma atuação mais direta e forte dos EUA em reação ao atentado do dia de Natal, reivindicado pela Al Qaeda na Península Arábica, poderia encontrar respaldo nos EUA, mas correria o risco de enfraquecer a posição do governo iemenita e aumentar o apoio público aos militantes nesse país.

Exigindo anonimato para falar, funcionários da defesa e do contraterrorismo disseram que a administração Obama estuda maneiras de acelerar e ampliar a assistência dos EUA às forças iemenitas, para combater a liderança da Al Qaeda no país, ao mesmo tempo mantendo o papel das agências militares e de inteligência norte-americana nos bastidores, no maior grau possível.

"Onde os Estados Unidos puderem ser úteis, vamos oferecer nossa ajuda", disse um funcionário da defesa. "Estamos trabalhando para construir capacidades de parceria para capacitar os iemenitas a enfrentar a ameaça da Al Qaeda dentro de seu país."

"Temos no Iêmen um país disposto a aceitar a assistência americana", acrescentou o funcionário.

Os EUA incrementaram fortemente a quantidade de equipamentos militares, inteligência e treinamento que fornecem às forças do Iêmen, ajudando-as a lançar ataques aéreos contra suspeitos esconderijos da Al Qaeda no início deste mês.

Funcionários de defesa e contraterrorismo dos EUA disseram que é provável que sejam lançadas mais operações militares lideradas por forças iemenitas, em resposta à tentativa de explodir o avião da Delta Airlines quando se aproximava de Detroit em um vôo vindo de Amsterdã, com quase 300 pessoas a bordo.

Boa parte da ajuda militar dos EUA tem sido oculta, em parte para evitar uma reação pública contrária ao governo iemenita, que, além da Al Qaeda, combate rebeldes xiitas no norte do país e enfrenta sentimentos separatistas no sul.

O principal programa de assistência a contraterrorismo do Pentágono para o Iêmen, revelado publicamente, aumentou de apenas 4,6 milhões de dólares no ano fiscal de 2006 para 67 milhões de dólares no ano fiscal de 2009, disse o porta-voz do Pentágono Bryan Whitman.

Funcionários do Pentágono disseram que os militares propuseram aumentar o apoio a contraterrorismo dentro desse programa, mas que ainda não foi definida uma cifra.

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