EUA qualificam de ameaça testes do Irã com mísseis

Washington, 9 jul (EFE) - O secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou hoje que os testes com mísseis feitos pelo Irã reforçam a teoria de que o país é uma ameaça, mas ressaltou que os Estados Unidos não estão mais próximos do confronto com a nação.

EFE |

"Há muitos sinais (que indicam que é uma ameaça), mas acho que todo o mundo sabe quais conseqüências teria um confronto como este", disse o chefe do Pentágono à imprensa.

Gates destacou que os Estados Unidos advertem há um tempo da existência de uma ameaça real sobre a capacidade do Irã de fabricar mísseis de longo alcance que poderiam ser usados contra a Europa.

Neste sentido, destacou a necessidade de estabelecer um sistema de defesa antimísseis na Europa, já que "ficou comprovado que têm uma ampla gama de mísseis".

Questionado sobre a possibilidade de o Irã obter em breve mísseis de defesa aérea russos, disse que "é provável" que as armas "estejam em mãos iranianas em breve".

Os Estados Unidos tentam estabelecer um acordo definitivo com a Europa para criar um escudo antimísseis que proteja ambos das ameaças do Oriente Médio, incluindo os mísseis iranianos.

A Rússia se opôs ao acordo, alegando que o Irã não estava capacitado para desenvolver mísseis de alta gama, mas, segundo Gates, "os testes de hoje deverão fazer à Rússia rever suas dúvidas".

O Irã testou hoje vários mísseis de médio e longo alcance, incluindo um novo capaz de alcançar vários alvos no Oriente Médio.

O Pentágono analisa, com seus serviços de inteligência, estes testes para determinar os detalhes da operação e saber mais sobre a capacidade armamentista iraniana. EFE elv/db

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