EUA propõem novas formas de negociação para Rodada de Doha

Genebra, 13 mai (EFE).- Na primeira visita de seu novo representante à Organização Mundial do Comércio (OMC), os Estados Unidos propuseram uma ampliação das formas de negociação para conseguir que se conclua a Rodada de Doha, que é negociada há oito anos.

EFE |

"Algo tem que acontecer para que possamos conseguir sucesso. E se devemos mudar o método para alcançá-lo, precisamos fazê-lo", assegurou hoje o representante de Comércio dos EUA, Ron Kirk.

"Nós não estamos atados a nenhum sistema", completou.

A proposta foi apoiada pelo Canadá, mas foi recebida com surpresa e frieza pela maioria das delegações, especialmente a de emergentes como Brasil, China, Índia e África do Sul, que sabem que os EUA, provavelmente, pedirão mais concessões.

O representante americano chegou pela primeira vez à sede da OMC nesta segunda-feira com o objetivo de se apresentar, e conhecer a instituição e seus membros.

Kirk propôs ao resto dos países poder negociar de forma paralela as chamadas modalidades - que estabelecem a redução de tarifas em produtos agrícolas e industriais e o corte de subsídios -, documento que foi discutido durante os últimos anos, e ao mesmo tempo entabular processos bilaterais.

Com essa fórmula, Washington acredita que poderá desbloquear aspectos que não foram resolvidos de forma multilateral, e ao mesmo tempo saber com mais precisão as concessões que o resto dos países farão.

De fato, Kirk solicitou hoje a esses países que façam mais esforços, com o argumento de ajudar nações menos desenvolvidas.

"Os países mais pobres precisam de acesso ao mercado, na maioria das nações desenvolvidas isso já acontece, agora a oportunidade está em alcançar isso nos países que nós chamamos em desenvolvimento avançado. Seria importante que nações como Índia, Brasil, África do Sul, vejam como podem ajudar", afirmou. EFE mh/rr

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