NOVA YORK (Reuters) - Os EUA gostariam que o Japão honrasse seus compromissos de manter a presença militar norte-americana na ilha de Okinawa, mas não pretendem impor isso ao novo governo japonês, disse uma fonte oficial dos EUA na segunda-feira. O primeiro-ministro Yukio Hatoyana, do Partido Democrático do Japão, cuja vitória eleitoral no mês passado encerrou 50 anos quase ininterruptos de governo do conservador Partido Liberal Democrático, defende o estabelecimento de uma parceria mais igualitária com Washington, o que incluiria uma revisão da presença militar dos EUA.

Sob o atual acordo, a base naval dos EUA deveria se deslocar de uma cidade de Okinawa para uma área menos populosa da ilha. Mas Hatoyama defendeu que a base simplesmente saia de Okinawa, embora não tenha sugerido uma nova localização.

O assunto deve ser discutido pelos dois governos nesta semana em Nova York, onde acontece a reunião anual da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas o secretário-assistente de Estado Kurt Campbell já deixou claro que Washington não gostaria de retirar a base de Okinawa.

"Nós, e outros no governo dos EUA, salientamos que há certas áreas em Okinawa e em outros lugares onde achamos que seja crítico haver um grau de continuidade --a melhor forma para avançarmos", disse Campbell a jornalistas.

"Entretanto, a verdade é que os EUA --como um parceiro de aliança e um forte amigo do Japão--, neste estágio inicial, não podemos estar em uma posição de impor", acrescentou. "Devemos deixar claro que estamos comprometidos com um processo de diálogo e discussão."

A secretária de Estado, Hillary Clinton, deveria se reunir ainda nesta segunda-feira com o chanceler do Japão, Katsuya Okada, e o presidente Barack Obama encontrará Hatoyama na quarta-feira, quando ambos discursam na ONU.

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