EUA prometem mais ajuda ao Iêmen, mas rejeitam envio de tropas

Washington, 10 jan (EFE).- Os Estados Unidos darão mais de US$ 150 milhões em ajuda ao Iêmen, mas não enviarão tropas a esse país para o combate ao terrorismo, como disse o general David Petraeus, chefe do Comando Conjunto Central americano, em entrevista que o canal CNN transmite hoje.

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Petraeus, que voltou recentemente do Iêmen, explicou que o ministro de Assuntos Exteriores do país árabe disse que "não quer ter forças terrestres americanas" em seu território.

"Essa é uma boa resposta para nós", disse Petraeus, segundo antecipa a rede de TV em seu site.

Perguntado se havia planos para o envio de tropas, Petraeus respondeu que "certamente não". "Sempre queremos que a nação em questão lide ela mesma com o problema. Queremos ajudar, dar assistência", explicou.

O Iêmen atraiu a atenção pública nos EUA após a tentativa de atentado em um avião que fazia a rota Amsterdã-Detroit no Natal por parte de um jovem nigeriano.

O plano foi atribuído à organização "Al Qaeda na Península Arábica", que tem sede no Iêmen.

Petraeus disse que os EUA elevarão sua ajuda ao Iêmen de US$ 70 milhões para mais de US$ 150 milhões, como forma de ajudar no reforço da segurança.

Além disso, a Arábia Saudita destinará US$ 2 bilhões ao Iêmen e os Emirados Árabes Unidos entre US$ 600 e 700 milhões, segundo o general.

Apesar do aumento das atividades terroristas no Iêmen, Petraeus disse na entrevista que a frente principal da guerra contra o terrorismo é na zona fronteiriça entre Afeganistão e Paquistão, onde os EUA acreditam que se escondem os principais líderes da Al Qaeda.

EFE cma/rr

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