EUA prometem busca consistente pela paz no Oriente Médio

WASHINGTON - Cumprindo a promessa de fazer a paz entre israelenses e palestinos uma prioridade, o governo do presidente Barack Obama mandará seu enviado para o Oriente Médio de volta à região este mês para tentar reiniciar as negociações. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse nesta terça-feira que o enviado George Mitchell, cuja primeira viagem foi uma semana após a posse de Obama, retornaria ao Oriente Médio antes do final de fevereiro.

Reuters |



Hillary disse, ao lado de Mitchell, que os Estados Unidos estão preparados para trabalhar com "todos os envolvidos" para se progredir rumo a um Estado palestino.

Mas ela fez um apelo para que o Hamas cumpra acordos já acertados. "Eles (Hamas) devem renunciar à violência, devem reconhecer Israel, devem concordar em cumprir acordos anteriores", disse ela.

Perguntado se Hillary teria uma nova política em relação ao Hamas, o prota-voz do Departamento de Estado, Robert Wood, não indicou nenhuma mudança na política. "Eu não acredito que tenha havido alguma ambiguidade no que ela disse", afirmou Wood.

Mas o especialista em Oriente Médio Shibley Telhami disse que a maneira como lidar com o Hamas é de grande importância para o novo governo. O Hamas, isolado pela administração Bush, controla Gaza enquanto a Cisjordânia é administrada pelo presidente Mahmoud Abbas e seu movimento Fatah.

"A escolha real é se eles continuarão a somente apoiar o presidente Abbas ou se eles iniciarão uma nova política que apoie parceiros árabes a se chegar a uma reconciliação entre o Hamas e o Fatah", disse Telhami, professor da Universidade de Maryland.

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