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EUA prometem ajuda de longo prazo ao Haiti

Washington, 14 jan (EFE).- A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, prometeu hoje um ajuda de longo prazo para o Haiti, castigado na terça-feira por um forte terremoto que deixou milhares de mortos.

EFE |

Hillary foi hoje a vários programas de TV para comentar sobre os esforços de resgate e reconstrução no Haiti.

"Este será um esforço de longo prazo. Temos a crise imediata de tentar salvar vidas, lidar com os mortos e feridos, tratar de fornecer alimentos, água, medicamentos, e algum tipo abrigo", disse a secretária de Estado à emissora "NBC".

Hillary disse também que, apesar de ainda ser prematuro para calcular o número exato de vítimas, "esta calamidade afetou três milhões de pessoas, causou o colapso de dezenas de milhares de edifícios e sabemos que haverá dezenas de milhares de mortos".

A diplomata americana afirmou ainda que seu país e a comunidade internacional devem fazer todo o possível para ajudar o Haiti a "sair de seu ciclo de desesperança e desespero".

"Estamos fazendo o possível para determinar qual é a melhor maneira de encarar esta devastação, e este será um esforço de longo prazo", acrescentou.

Em entrevista à emissora de TV "ABC", a secretária de Estado disse que os Estados Unidos trabalharão com o presidente haitiano, René Préval, e com as Nações Unidas para ajudar o Haiti em seus esforços de reconstrução.

Hillary não quis falar sobre um montante total da ajuda americana, mas disse saber que "será um valor muito alto, devido às necessidades" do país.

O governante dos Estados Unidos, Barack Obama, conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com outros líderes mundiais para apressar o envio de ajuda aos desabrigados no Haiti.

Segundo a Casa Branca, Obama ainda "expressou seus mais sinceros pêsames pelas perdas sofridas dentro da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah, na sigla em inglês)", liderada pelo Brasil, com 1,266 mil militares do país.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE jab-mp/mh

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