EUA procuram alvo no Iêmen para possível represália por tentativa de atentado

WASHINGTON - Os Estados Unidos iniciaram no Iêmen, junto a autoridades locais, a busca de alvos para uma possível represália pelo incidente do dia do Natal, quando um nigeriano tentou explodir um avião da companhia Northwest, disseram fontes do Governo americano citadas pela rede de televisão CNN.

EFE |

Segundo as fontes, o Iêmen permitiria que os EUA utilizasse mísseis cruzeiro, caças ou aviões não tripulados contra alvos em seu território.

A organização Al Qaeda reivindicou, no Iêmen, a organização do ataque, que devia ser consumado pelo nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab.

As fontes, que falaram sob condição de anonimato, acrescentaram que o propósito da busca é contar com opções para o caso de o presidente americano, Barack Obama, ordenar uma represália. Também tem como objetivo determinar se há alvos especificamente vinculados ao incidente do avião da Northwest e seu planejamento.

Trata-se de um acordo com o Governo iemenita que estabelece que os dois países trabalharão de maneira conjunta e que os EUA não vão divulgar publicamente seu papel na provisão de informação de inteligência e armas para realizar os ataques, segundo a "CNN".

Segundo os EUA, o Iêmen se transformou em um dos principais núcleos de atividade da Al Qaeda, e no país há vários centros de treinamento terrorista.

Em sua primeira reação oficial após o ataque fracassado, o presidente Barack Obama prometeu que não medirá esforços para capturar os envolvidos e fazer-lhes pagar por suas ações.

Além disso, lembrou mais uma vez que, depois do 11 de setembro, seu país continua sob a ameaça do terrorismo.

"Os cidadãos podem ter certeza de que faremos tudo o que estiver a nosso alcance para garantir sua proteção", disse Obama, que passa férias de fim de ano no Havaí.

Até agora, as autoridades americanas só acusaram Abdulmutallab pela tentativa de atentado. Segundo a rede de televisão "ABC", o nigeriano confessou em seu interrogatório com agentes federais que haverá mais ataques terroristas suicidas.

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