EUA processam estrangeiros por fazer comércio com o Irã

Por Jim Loney MIAMI (Reuters) - Os Estados Unidos impuseram sanções a seis empresas bélicas iranianas e abriram processo contra 16 empresas e cidadãos estrangeiros que forneceram ilegalmente material militar dos EUA para o Irã, inclusive microchips que podem ser usados para detonar bombas em estradas.

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O Departamento do Tesouro disse que todas as seis empresas afetadas pelas sanções são controladas por entidades que já haviam sido acusadas de envolvimento com os programas nuclear e balístico do Irã.

Washington suspeita que Teerã esteja desenvolvendo armas nucleares, o que a República Islâmica nega. Os EUA já impuseram diversas sanções para tentar pressionar o país a abandonar suas atividades de enriquecimento de urânio.

'O regime iraniano continua agindo de forma imprudente e ainda é um grave desafio aos Estados Unidos e à segurança internacional', disse Mario Mancuso, subsecretário de Indústria e Segurança dos EUA, numa entrevista coletiva em Miami.

As empresas que vão sofrer sanções são Iran Electronics Industries, Shiraz Electronics Industries, Iran Communications Industries, Iran Aircraft Manufacturing Industrial Company, Farasakht Industries e Armament Industries Group, segundo nota do Departamento do Tesouro.

Tais empresas 'se enquadram sob o complexo militar-industrial do Irã', segundo Adam Szubin, diretor do Escritório de Controle do Patrimônio Estrangeiro. 'São certamente de propriedade e controle do Estado.'

Oito empresas e seis indivíduos foram indiciados em Miami por envolvimento com uma suposta rede global que fornece produtos de duplo uso (civil e militar) para o Irã. O processo é resultado de uma investigação de dois anos.

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