EUA preveem menos furacões no Atlântico

Miami, 6 ago (EFE).- Meteorologistas americanos preveem que a temporada de furacões na bacia atlântica, com auge entre agosto e outubro, pode ter uma atividade abaixo do normal.

EFE |

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA, a sgila em inglês) anunciou hoje que prevê a formação de sete a 11 tempestades tropicais, das quais entre três e seis talvez virem furacões, um ou dois destes de grande intensidade (categoria 3,4 ou 5) na escala Saffir-Simpson.

Cientistas da NOAA disseram que a temporada de furacões de 2009, que começou em 1º de junho e vai até 30 de novembro, será um pouco mais suave que o previsto, devido aos "efeitos" do fenômeno El Niño, que "continuará se desenvolvendo".

Com base nesse fenômeno e nas baixas temperaturas registradas na superfície marinha, a NOAA previu em maio a possível formação de 14 tempestades tropicais e de quatro a sete furacões, dos quais de um a três seriam de alta categoria.

No entanto, a NOAA advertiu que o começo de uma temporada "tranqüila" "não garante" que ela permaneça do mesmo jeito nos meses restantes. Por isso, pediu à população que se mantenha em alerta.

"Mesmo que a temporada de furacões tenha começado tranqüila, é vital que a população americana entenda que entramos na fase mais aguda, entre agosto e outubro", disse o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Gary Locke.

O relatório da NOAA divulgado hoje diz que há 50% de chances de a temporada de furacões no Atlântico ser próxima do normal, 40% de ela ser mais fraca e 10% de ser mais forte.

"O El Niño continua evoluindo e está afetando a pressão das camadas atmosféricas mais altas e os ventos ao longo dos trópicos", disse no relatório Gerry Bell, chefe da equipe de meteorologistas da NOAA.

Segundo o relatório, o El Niño gera um fortalecimento das camadas mais altas dos ventos ocidentais sobre o Caribe e o Atlântico, o que ajuda a reduzir a atividade ciclônica.

Mesmo assim, a NOAA alertou para a possibilidade de furacões se formarem mesmo em temporadas afetadas pelo El Niño.

A previsão da NOAA coincide com a emitida pelo renomado meteorologista William Gray, da Universidade do Colorado, que previu para atual temporada a formação de dez tempestades e quatro furacões, dois deles de grande intensidade. EFE emi/fk/sc

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