EUA pressionam por acordo antes de eleições em Honduras

Chegar a um acordo para resolver o impasse político em Honduras antes das eleições de 29 de novembro será fundamental para que o novo governo do país seja considerado legítimo, segundo declarou nesta quinta-feira o secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA, Thomas Shannon. Estamos interessados em ajudar os negociadores e líderes políticos a chegar a um acordo, necessário não apenas para Honduras, mas também para a comunidade internacional, disse Shannon, que está em viagem de dois dias a Tegucigalpa.

BBC Brasil |

"O tempo está se esgotando. Temos apenas um mês. Precisamos de um acordo o mais rápido possível."
"Sob o nosso ponto de vista, um acordo alcançado por meio de um diálogo nacional abre espaço para membros da comunidade internacional ajudarem Honduras no processo eleitoral, para observar as eleições e para ter um processo que seja pacífico e que produza uma liderança que seja amplamente reconhecida como legítima", afirmou.

"Esta será uma maneira de Honduras ser reintegrada na comunidade interamericana", disse Shannon.

Acordo próximo?
Durante a viagem, Shannon já se encontrou com o presidente interino do país, Roberto Micheletti e com o líder deposto, Manuel Zelaya.

Nesta quinta-feira, ambas as partes voltaram a negociar e deram indicações de que um acordo pode estar próximo.

O representante de Zelaya Rodil Rivera disse que o Congresso pode ser indicado para decidir se o presidente deposto será restituído ao cargo - o ponto principal da disputa.

"Resolveremos tudo sem olhar para trás, mas apenas para o futuro", disse Vilma Morales, negociadora do governo interino.

Brasil
O governo de fato insiste que a deposição de Zelaya, em 28 de junho, foi legítima porque ele desafiou a Suprema Corte de Justiça do país que havia proibido a realização de um plebiscito para decidir se a Constituição seria modificada para permitir a reeleição presidencial.

Zelaya retornou ao país em 21 de setembro, refugiando-se na embaixada brasileira de Tegucigalpa, onde está até hoje.

Na quarta-feira, o governo interino apresentou uma queixa contra o Brasil no Tribunal Internacional de Justiça Haia, alegando intervenção em assuntos internos do país por acolher Zelaya.

Mas o governo brasileiro afirmou não acreditar que a queixa seja bem-sucedida por partir de um governo "sem legitimidade internacional".

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