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EUA pressionam hondurenhos por acordo

Por Tim Gaynor WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos pediram na terça-feira às facções rivais da crise hondurenha que encontrem imediatamente um acordo que leve à restituição do regime democrático sob o comando do presidente deposto Manuel Zelaya.

Reuters |

O governo interino que assumiu o poder depois do golpe de 28 de junho ainda não foi reconhecido por nenhum outro país, mas se recusa a permitir a volta de Zelaya, agora exilado na Nicarágua.

Um processo de mediação conduzido pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, foi interrompido no domingo, diante da recusa do governo provisório em aceitar a volta de Zelaya. Na terça-feira, Washington reiterou seu apoio a Arias e a suas propostas.

Um porta-voz do Departamento de Estado disse que os EUA estão em "constante contato com vários países do hemisfério" e acreditam que "a mediação de Arias é o caminho a seguir, e a hora é agora... para resolver esta questão".

Zelaya, que no começo do mês foi impedido de voltar a Honduras, disse na terça-feira que fará uma nova tentativa em breve. "É impossível sustentar um regime com baionetas. O mundo não permitirá a começar pelos Estados Unidos", disse Zelaya à hondurenha Radio Globo.

O plano de Arias, com sete itens, prevê a volta de Zelaya a Honduras e a formação de um governo de coalizão que inclua partidos rivais. Zelaya foi deposto depois de incomodar as elites do país por causa de sua aproximação com o governo esquerdista da Venezuela e por suas manobras para tentar se reeleger.

Arias tentará retomar as negociações na quarta-feira.

A pressão dos EUA, na prática, até agora se limita a um corte numa ajuda militar de 16,5 milhões de dólares. Alguns parlamentares norte-americanos se opõem aos esforços para restituir um governo considerado esquerdista.

Em carta neste mês à secretária de Estado Hillary Clinton, 17 senadores manifestaram a preocupação de que o apoio a Zelaya legitime "abusos de poder" e "violações da Constituição hondurenha".

(Reportagem adicional de Susan Cornwell em Washington)

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