Por Paul Eckert WASHINGTON (Reuters) - Um grupo de 200 turistas vindos da China será recebido com honras oficiais nos EUA, nesta semana -- um sinal de que o setor norte-americano do turismo espera que milhões mais sigam o exemplo desses visitantes.

O secretário norte-americano do Comércio, Carlos Gutierrez, comandará uma recepção em Washington, na quinta-feira, para os primeiros turistas a servirem-se de um acordo bilateral que permite aos chineses visitarem os EUA por meio de pacotes turísticos.

Até agora, os 300 mil cidadãos chineses que visitam o território norte-americano anualmente limitam-se aos que conseguem visto de estudante ou de empresário. Ou aos que conseguem autorização para visitar parentes que moram nos EUA.

O acordo recente, pelo qual o governo chinês permitiu a ida de turistas para os EUA e a agências norte-americanas de turismo que divulguem seus pacotes dentro da China, deve fazer com que, até 2011, o número daqueles visitantes dobre, para um total anual de 600 mil, segundo previsões do setor e de autoridades.

'Isso pode representar um incentivo substancial para a nossa economia neste momento em que estamos realmente precisando disso,' afirmou Lisa Simon, presidente da Associação Nacional de Tours (NTA). A entidade, com sede no Kentucky, é uma organização comercial para os profissionais do turismo.

Dados do setor mostram que 13 por cento dos 1,3 bilhão de chineses, ou 176 milhões de pessoas, conseguem hoje pagar por viagens de passeio. O número de viagens para fora da China ficou entre 20 milhões e 30 milhões em 2006 e deve aumentar em 75 por cento até 2010 para, até 2020, atingir 100 milhões de viagens ao exterior.

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