EUA prendem mais de 400 em ação contra cartéis mexicanos

Operação também apreendeu armas, maconha, cocaína e US$ 5,8 milhões em dinheiro, segundo o Departamento de Justiça

Reuters |

Mais de 400 pessoas acusadas de ligação com cartéis mexicanos do narcotráfico foram presas na quarta-feira em 16 Estados americanos, disseram autoridades do país na quinta-feira. Na operação, 141 armas foram apreendidas.

Além das 429 detenções, houve também a apreensão de mais de 1.300 quilos de maconha, 112 quilos de cocaína e US$ 5,8 milhões em dinheiro, segundo o Departamento de Justiça e o DEA (agência antidrogas).

Os suspeitos foram indiciados por conspiração e distribuição ilegal de drogas como cocaína, heroína, maconha e metanfetaminas.

Em 22 meses de um esforço concentrado contra os cartéis mexicanos, mais de 2.220 pessoas já foram presas, e houve a apreensão de 154 milhões de dólares, 2,5 toneladas de cocaína e 501 armas, segundo autoridades dos EUA.

A ação é parte dos esforços conjuntos dos EUA e do México para reprimir o narcotráfico na fronteira, onde a violência vem aumentando. Nos últimos dias, porém, surgiram atritos entre os dois governos por causa da morte de um adolescente mexicano baleado por uma patrulha fronteiriça dos EUA, incidente que está sendo investigado pelo FBI.

O menino foi baleado no lado mexicano, em Ciudad Juarez, num momento em que vários rapazes tentavam fugir dos patrulheiros norte-americanos. Alguns funcionários dos EUA disseram que os agentes podem ter temido pela sua segurança, e que o grupo estava tentando entrar ilegalmente nos Estados Unidos.

O secretário norte-americano de Justiça, Eric Holder, lamentou a morte do adolescente, mas disse que a relação entre México e EUA permanece boa. "Temos interesses comuns, e acho que é nisso que focamos e é isso que manterá nossa relação forte." Ele disse que a investigação do FBI vai examinar o que ocorreu e, se for o caso, apontará culpados.

Com a escalada da violência na fronteira, o presidente dos EUA, Barack Obama, planeja solicitar US$ 500 milhões adicionais para a segurança na região, além do envio de até 1.200 soldados da Guarda Nacional para lá.

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