EUA prendem homens que tentariam matar Obama

DENVER, EUA (Reuters) - Autoridades norte-americanas investigavam na terça-feira se três homens detidos no Colorado com armas e drogas pretendiam de fato assassinar o candidato do Partido Democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama. As autoridades ressaltaram, porém, que os suspeitos não representavam uma ameaça real.

Reuters |

'Temos certeza absoluta de que não há nenhuma ameaça concreta em relação ao candidato, à Convenção Nacional Democrata (realizada atualmente em Denver) ou aos moradores do Colorado', afirmou em um comunicado o procurador federal Troy Eid.

O canal ABC News atribuiu a membros das forças de segurança federais a informação de que os homens, um deles supostamente ligado a uma gangue de brancos racistas, havia admitido a existência de um plano 'rudimentar' para matar Obama com um tiro de fuzil. Meios de comunicação locais noticiaram o incidente na segunda-feira.

Segundo o ABC News, os homens haviam conversado sobre encontrar um ponto do qual pudessem disparar contra o estádio de futebol Invesco Field, em Denver, onde Obama deve discursar à convenção democrata, na quinta-feira à noite. Eles então disparariam usando miras telescópicas.

Autoridades disseram, no entanto, que a essa distância e levando-se em consideração o vento, um tiro desse tipo nunca conseguiria atingir seu alvo, afirmou o ABC. Tal plano seria ainda 'rudimentar' e não representava nenhum tipo imediato de ameaça ao candidato.

Meios de comunicação locais haviam dito que a polícia da cidade de Aurora, a leste de Denver, encontrou dois fuzis, munição, um colete à prova de balas, walkie-talkies e metanfetamina em uma caminhonete alugada dirigida por um dos homens, durante uma batida feita na manhã de domingo.

O ABC News contou ainda que dentro do veículo havia perucas e máscaras de esqui.

Na quinta-feira à noite, no estádio, Obama, que pode se transformar no primeiro presidente negro dos EUA, deve aceitar a nomeação do Partido Democrata para concorrer às eleições presidenciais de 4 de novembro.

Os envolvidos no suposto plano chamam-se Tharin Gartrell, 28, Nathan Johnson, 32, e Shawn Adolf, 33, segundo as reportagens.

Porta-vozes da polícia de Aurora não puderam ser encontrados para se manifestar sobre o caso. O gabinete da procuradoria deve fornecer maiores detalhes em uma entrevista coletiva a ser realizada ainda na terça-feira.

(Reportagem de Keith Coffman e Andy Sullivan)

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